29/10/2018

Profissões do Futuro: um mundo de possibilidades no ambiente virtual

Os tempos e as pessoas estão mudando! Novos comportamentos são vistos diariamente nas relações sociais, nas transações comerciais, no mundo do trabalho e dentre os profissionais que buscam se adaptar e inovar em meio a tantas transformações.
 
Muitas destas transformações, por sua vez, ocorrem em função da evolução das tecnologias da informação e comunicação (TICs) e da utilização da internet como um canal de comunicação e como uma plataforma de negócios, eventos que presenciamos diariamente ao utilizar nossas redes sociais, por exemplo, para ter acesso ao que acontece a nossa volta, quando compramos algum produto ou quando contratamos algum serviço por meio da internet.
 
Neste sentido, é perceptível a mobilização das empresas e de seus profissionais para acompanhar as mudanças, que passaram a ser a coisa mais constante na sociedade atual.
 
Acompanhando este movimento, algumas novas profissões vêm surgindo e já conquistando espaço no mercado para atender a diversas demandas criadas e que ainda vão surgir. Mesmo entre tantas distinções em termos de trabalho, uma coisa essas novas profissões têm em comum (e não é apenas a ligação com o mundo digital): todas demandam competências técnicas e comportamentais!  

Embora seja necessária a preparação técnica e o domínio de hard skills (como as habilidades e familiaridades com linguagem de programação, data analytics e big data, internet das coisas, domínio de softwares específicos, dentre outras), conhecer e entender o comportamento humano e ter habilidades relacionais, de comunicação, competência emocional, ética, flexibilidade, liderança, dentre outras habilidades (que compõem o que chamamos de soft skills) são elementos fundamentais para acompanhar as tendências e novas realidades.

Profissões do Futuro
 
Vemos que o ambiente virtual, ou ciberespaço, conquistou seu público e agora oferece inúmeras possibilidades, tanto no âmbito pessoal como profissional (para indivíduos e organizações). Hoje é possível (com os conhecimentos e habilidades técnicas e comportamentais certas), além de possuir um perfil digital no espaço virtual, realizar inúmeros processos de negócios nas mais diversas áreas. 

A matéria no link abaixo aponta algumas dessas novas profissões. Dentre elas podemos encontrar, dentre outras: 

  • Analistas de Big Data;
  • Creators/Influenciadores Digitais;
  • Assessores de creators;
  • Desenvolvedores de softwares;
  • Especialistas em Experiência de Usuário/Cliente;
  • Professores online;
  • Gestores de inovação;
  • Profissionais de segurança da informação.
 
São diversas outras profissões relacionadas com as áreas de TI, meio ambiente, saúde, e outras, portanto, opções não nos faltam! Mas como cada uma delas demanda competências específicas, buscar uma boa formação dentro das suas áreas de interesse pode ser o primeiro passo.
 
;)
 
 
 

15/10/2018

Paraíso Perdido (2018)

BR. | Direção: Monique Gardenberg.

Perdi a oportunidade de assistir 'Paraíso Perdido' no cinema, na metade do ano, mas ao ver o filme disponível no catálogo da Netflix corri para assistir.


Paraíso Perdido apresenta um drama familiar que se desenvolve em várias frentes: os ataques de homofobia sofridos por Imã (Jaloo), o dilema do aborto que assombra a vida de Celeste (Julia Konrad), os 20 anos na prisão da mãe de Imã, Eva (Hermila Guedes), a paixão de uma vida de Angelo (Júlio Andrade) e as tantas outras situações que fazem parte do dia a dia dessa família na boate Paraíso Perdido, onde todos os integrantes dessa família se apresentam em números recheados de emoção e saudosismo.

A trilha sonora, que reside entre o brega e o romântico, traz músicas de Roberto Carlos, Reginaldo Rossi, Odair José e outros. O som combina com o figurino e com os cenários, carregados de referências das décadas de 1970 e 1980.

A narrativa se constrói a partir da visão dos personagens, que vivem seus dramas e nos deixam aos poucos perceber a relação entre suas histórias.

Dentre os pontos altos do filme, a relação entre Imã, homossexual e drag queen que canta na boate, com seu avô - por quem foi criado - (José - interpretado por Erasmo Carlos) e seu tio Angelo é exemplo do amor e do respeito, assim como a união e cumplicidade entre Imã e Celeste. Angelo, por sua vez, carrega um ar de nostalgia de tempos que se foram e de um amor que não foi vivido. Eva, que passou 20 anos na prisão, ao receber a liberdade sofre pelo amor que viveu dentro da prisão e faz de tudo para ajudar sua amada Milene (Marjorie Estiano) a sair do cárcere.

Em meio a todas estas histórias, surge Odair (Lee Taylor), policial que presencia uma cena de violência contra Imã e é contratado para fazer sua segurança durante as noites de apresentação. Aos poucos Odair vai se envolvendo com cada um dos membros da família e nos permitindo perceber uma relação mais profunda do que uma relação comercial: um vínculo emocional e afetivo, que abrange todos os personagens.

O filme ainda conta com a atuação de Seu Jorge, que interpreta Teylor, aspirante a ator, cantor na boate e amigo íntimo da família. Teylor representa algumas das cenas mais reais dessa narrativa: em uma audição para um papel como ator, Teylor é questionado sobre ter experiência apenas como cantor, mas nada como ator. Ele responde: 

- "Atuei na vida, né?!, desde criança". 
O diretor questiona: - "Como é que é isso?". 
Teylor diz: - "Fingi de morto pra não levar tiro. Ri do que não devia pra não levar tiro. Já até me passei de jornalista pra não levar tiro".

Ao assistir essa cena não dá vontade de rir... pelo contrário. Dá vontade de chorar por ver uma realidade de milhares de pessoas sendo representada assim, de forma tão simples e tão brutal.

Outra reflexão, que vem no início do filme após um ataque homofóbico é proferida por Angelo para Imã: 

- "As pessoas não te odeiam pelo que você é, mas pelo que elas não conseguem ser".

Com essas e outras reflexões durante todo o filme, aos poucos vemos a felicidade que surge em meio ao caos, a violência e ao afeto, que se constrói e solidifica em todas as relações, mesmo nas que surgem de um ato de violência, como a relação entre Imã e Pedro (Humberto Carrão), que vive o dilema de se apaixonar por outro homem e não aceitar isso como natural, ao ponto de partir para a violência física como forma de evitar essa situação, que para ele era impensável.
 
E assim o filme segue: nostálgico, verdadeiro, forte, profundo. As pontas soltas só ficam soltas se você quiser, pois o filme oferece todas as respostas no enredo que apresenta. Algumas conexões são deixadas para que o espectador, o que proporciona diversas formas de envolvimento com a trama. 

Paraíso Perdido: um lugar para quem sabe amar é sobre espaços, orgulho e sobre cumplicidades. Mais que isso, Paraíso Perdido mostra uma família que se ama, se apóia e se defende. E para isso em nenhum momento se discute o que é ser família, o que é amor... O filme apenas é, assim como as relações no nosso dia a dia apenas são (ou deveriam ser)!

Recomendo!

27/06/2018

Sobre identidades, transitoriedades e pertencimento...

Viver em sociedade é uma arte e as vezes uma tarefa árdua. 

Pensar em como devemos nos portar em frente às pessoas, no ambiente profissional, junto aos amigos, entre os familiares, nas redes sociais virtuais [onde compartilhamos nossa persona] e em tantos outros círculos e momentos da nossa vida, não é nada fácil, pois precisamos entender quem somos, compreender que estamos sempre mudando (logo deixando de ser quem somos) e perceber a qual grupo pertencemos.

Por isso, agora, em meio a leituras e estudos - justamente sobre a vida em sociedade e sobre identidades - me senti muito estranho ao saber, por meio do facebook e seus mecanismos de mineração e utilização de dados (que eu mesmo divulgo por livre e espontânea vontade) que eu pertenço a 47 grupos.

47 grupos...

Gente, são tantos grupos... 47! 

E eu me perguntando ainda quem é que eu realmente sou...

Sou filho, sou companheiro, sou professor, sou ex-aluno, sou amigo, sou colega de trabalho, sou conhecido do açougue, sou cliente do posto de combustível, sou comprador compulsivo da Amazon.com.br e sou ainda tantas outras coisas que chego a não ser nenhuma delas.

A transitoriedade de comportamentos, posturas, hábitos, conhecimentos, pensamentos e tantos outros sentimentos me faz perceber que é difícil eu ser tudo isso. Mas também me faz perceber que isso tudo faz parte de quem eu sou. 

Complicado?? 

É para ser mesmo!

Sabemos que nosso ambiente social [nossos círculos de convívio (ou nossos grupos)] influencia quem somos enquanto seres sociais - e em alguns casos até determina muitas de nossas posturas. Mas sabemos também que nós influenciamos o ambiente a nossa volta a partir das posturas com as quais interagimos com as outras pessoas, sem contar o fato de que mudamos a todo momento.

E agora? Se a cada dia que passa somos um pouquinho diferentes, como podemos ser nós mesmos o tempo todo? 

Bem, não podemos! Por isso usamos uma persona nas redes sociais e agimos de determinadas formas em contextos específicos. Porque somos plurais. Somos muitos. E esses muitos ajudam a formar nossa identidade enquanto indivíduos em sociedade, dançando entre desejos e anseios individuais e necessidades e conveções coletivas que ditam normas de como devemos agir.

O pertencimento entra nesse meio termo, no equilíbrio das nossas vontades com as normas coletivas dos ambientes aos quais 'pertencemos'. Se for possível conciliar anseios individuais com normas de um grupo, as chances de sentir-se parte desse grupo são maiores... 

Mas o que eu fiquei pensando mesmo é sobre como equilibrar 47 grupos. Será que eu faço isso? Será mesmo que eu pertenço a esses 47 grupos? 

O facebook pode saber, porque eu até agora estou com a pulga atrás da orelha...

15/04/2018

Sete Anos e algumas poucas reflexões sobre o Tempo

O tempo é uma coisa muito engraçada... daquelas coisas engraçadas que ao mesmo tempo em que nos fazem rir nos tiram o chão. Mas isso não é algo ruim. Pelo contrário: é mais uma lição que o tempo - esse 'compositor de destinos', como já disse Caetano Veloso - nos proporciona.

Nos últimos meses, por exemplo, venho refletindo sobre o tempo... Sobre o meu tempo.

Passei os últimos sete anos envolto em atividades acadêmicas, mas sem deixar de lado (pelo menos tentei não deixar de lado) os prazeres e aventuras da vida. Foram sete anos repletos de momentos inenarráveis, de situações embaraçosas, de pessoas incríveis e de pessoas que passaram. Foram tempos de alegrias, de inseguranças, de descobertas e de encontros e desencontros. Vejo hoje que foram tempos de crescimento, pessoal e profissional.

Mas o que mais me chamou atenção foi o fato de eu não ter percebido, até pouco tempo atrás, que já se passaram Sete Anos desde que saí da minha cidade, do colo da minha mãe e me aventurei em terras estranhas (Curitiba é linda, mas é muito peculiar!). Tanta coisa aconteceu e tantas outras poderiam ter acontecido. E eu não percebi que o tempo passava!

Por outro lado, embora não tenha percebido eu vivi. Intensamente, com objetivos, com medos e com tudo o que a vida pôde me proporcionar: experiências, amigos, afetos... E isso vale muito mais que contar os anos, os meses, os dias e as horas. Isso vale uma vida!

O tempo, esse 'senhor tão bonito', me deu a oportunidade de crescer.

Costumamos falar que o tempo cura, mas hoje não vejo assim. Vejo que o tempo permite que nós mesmos possamos nos curar. O tempo não ensina, mas permite que nós mesmos possamos aprender com as experiências, com os erros, com os outros. Vejo ainda que o tempo nos dá todas as oportunidades, mas que nem sempre as percebemos, talvez por falta de maturidade, ou talvez por falta de tempo. Não sei se isso é bom ou ruim, mas sei que o tempo está por aí, passando, deixando marcas, compondo destinos.

Para mim esses sete anos passaram em um piscar de olhos. Quando os fechei eu era um e quando abri eu era vários. E isso eu devo ao tempo que passou e continua passando.

A nós, nesse meio tempo, cabe aproveitar cada segundo e viver da melhor forma possível, pois 'o tempo não para'. As experiências, a maturidade, a paciência (ou a falta dela) vêm com o tempo e a espera é o caminho pelo qual todos temos que passar. É preciso dar tempo ao tempo. O resto um dia vem!

Por hora fica aqui uma Oração ao Tempo!



23/11/2017

Judith Butler e (o imaginário da) a derrocada da família tradicional

Judith Butler é uma grande filósofa, pesquisadora, professora na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e reconhecida internacionalmente por seus trabalhos [muitos propondo reflexões e discussões sobre gênero], que tiveram recentemente um impacto estranhamente incomum em terras brasileiras...

Dias atrás (06/11/2017) assisti [graças às facilidades da internet e da vida moderna] a um pedaço da fala de Judith Butler, que estava no Brasil para algumas discussões na UNIFESP e no colóquio “Os fins da democracia”, realizado pelo SESC Pompeia (SP).
Judith Butler


Eu já havia visto alguns comentários sobre centenas de brasileiros que se opunham à vinda da filósofa americana para o Brasil. Mas eu confesso que fiquei terrivelmente assustado com o que vi na internet nos dias que antecederam e que sucederam as participações de Judith Butler nos eventos onde ela esteve presente.

- Primeiro: um grupo de mais de 300.000 pessoas assinaram um manifesto on-line para impedir a vinda de Butler ao Brasil.
- Segundo: um grupo de pessoas fazendo campanha on-line para que os usuários do facebook avaliem com a nota 1 (a mais baixa) a página do SESC POMPEIA na rede social para desqualificá-la em função de ter trazido ao Brasil a 'criadora da ideologia de gênero'.
- Terceiro e maior/pior: milhares de pessoas bradando asneiras na internet sobre ideologia de gênero (Oi?) e acusando Butler de trazer suas ideologias que destroem a família para nosso país.

Bem, a fala de Judith Butler, embora provavelmente permeada por vários assuntos - inclusive discussões relacionadas a gênero  e a teoria queer - dos quais ela domina, tem outro tema e finalidade, bem específicos: Democracia, ou melhor: os fins da democracia. 

No dia 06/11/2017 Butler conferiu uma palestra com o título 'Por uma convivência democrática radical: Israel, Palestina e a coabitação plural', na UNIFESP, junto com o lançamento do livro ‘Caminhos Divergentes: Judaicidade e Crítica do Sionismo’ (publicado pela editora Boitempo). Acompanhei parte das falas lá realizadas por ela e por outras pessoas [o vídeo completo pode ser assistido aqui...] e os temas discutidos versaram sobre democracia e os rumos da sociedade em um contexto antidemocrático.

Aí eu começo a me perguntar sobre a capacidade [ou incapacidade] de entender e interpretar o que se passa no nosso país. 

Para começar a gente já vê que a maioria das pessoas que bradavam contra a ‘vinda’ ou contra a ‘presença’ de Judith Butler no Brasil não sabem nem do que estão falando, quanto mais sabem do que a autora trata em seus trabalhos mais recentes e, em especial, nestas falas que são objetivo de sua visita ao país.

Mas o que mais me assusta [ultimamente eu ando tendo a sensação de que estou muito negativo em relação à sociedade] é ver as inúmeras manifestações de ódio e violência verbal e, posteriormente, no dia 10/11/2017, a violência física contra Butler e contra todas e todos aqueles que de alguma forma ‘defendem’ seu trabalho e seus direitos.

Em pleno século XXI é mais que necessário promover o debate sobre temas considerados tabus e tão desconhecidos pela sociedade. No entanto, tenho visto um movimento retrógrado em relação à tantas coisas que sinceramente não acredito que tenhamos, hoje, condições de promover diálogos construtivos no Brasil (e o pior é que eu imagino que essa não seja uma realidade apenas brasileira…).  Vejo que, de um modo geral, há um medo pairando sobre a sociedade [fortemente influenciado e fomentado por correntes conservadoras e de uma nova onda da extrema-direita política] sobre questões que são tão pessoais, mas que causam um grande alvoroço no imaginário social, sobretudo em questões relacionadas com o conceito de família.

Vemos discursos de ódio todos os dias voltados para todas e todos que não se enquadram nos moldes 'tradicionais' de família e nos padrões heteronormativos considerados por muitos o correto. As famílias que se configuram de maneiras diferentes e não-convencionais são marginalizadas e tidas como subversivas. E as pessoas que não se encaixam nos padrões heteronormativos [lésbicas, gays, bissexuais, travestis|transsexuais|transgêneros, queers e intersexos] são vistas como desvirtuadas, desavergonhadas, desajustadas, e por aí vai...

E esta parcela da sociedade que anda preocupada com a tal inversão de valores ganha força e viu, na vinda de Judith Butler ao Brasil, mais um provável cenário de guerra e de propagação do ódio e do medo que sentem... Butler foi, inclusive, queimada em praça pública, como se fazia com as bruxas séculos atrás [ou nem tantos séculos assim...], por ser a propagadora da ideologia de gênero [expressão utilizada por estes grupos ultraconservadores] e por trazer isso ao Brasil.

Eu, que não conheço os trabalhos de Judith Butler a fundo mas que os vejo como essenciais para propor discussões sobre gênero, sobre liberdades sexuais e sobre liberdades de direitos, percebo estas manifestações todas contrárias a qualquer pessoa ou situação que coloque em risco os pilares da família tradicional como atos de medo, violência e ignorância. Vejo que as liberdades que deveriam ser direito de todas e todos são hoje apresentadas como uma porta para a derrocada da família tradicional.

Por isso as discussões e reflexões sobre liberdade e direitos, liberdade sexual, gênero e democracia, embora tratadas com ódio e desconhecimento, são uma centelha de esperança em uma sociedade doente, amedrontada e que carece de informação. Por isso Judith Butler segue firme e acompanhada de pessoas ao redor do mundo que também desejam viver em uma sociedade livre de violência, democrática e justa.

A família tradicional não está ameaçada. Sempre teremos famílias formadas por homem + mulher + filhos/as. Mas há também espaço para aceitar a realidade das famílias que se configuram de maneiras diferentes, como homem + homem; homem + homem + filhos/as; mulher + mulher; mulher + mulher + filhos/as; avós + netos; tios + sobrinhos; mães solteiras; pais solteiros; e tantos outros tipos de família!

O que ameaça as famílias, em todas as suas configurações, é a falta de empatia, de amor, de respeito... O que ameaça as famílias é a crescente onda de ódio generalizado... O que ameaça as famílias é ensinar as crianças que quem é diferente está errado e merece ser hostilizado... O que ameaça as famílias é a ignorância, a falta de informação... O que ameaça as famílias é impedir que a informação e o conhecimento se propaguem... O que ameaça as famílias é exatamente o nosso próprio comportamento com relação aos outros! Judith Butler não traz perigo à sua forma de viver. Judith Butler oferece uma nova visão sobre os direitos individuais e coletivos dos grupos sociais que até hoje são marginalizados, condenados e violentados todos os dias. Dessa forma, se defender direitos iguais para homens e mulheres (gays, lésbicas, bissexuais, transgêneros, etc...) é errado, estou errando e vou errar a vida toda!

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SUGESTÃO DE LEITURA

Texto originalmente publicado na Folha

Leia o texto completo aqui...

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