27/12/2011

Cartas para Julieta

Quem nunca ouviu falar, ou mesmo leu e/ou assistiu, algo sobre Julieta ? Essa mesma. A Julieta do Romeu, eternizada pelo texto de Shakespeare (mas que na verdade foi uma remontagem de textos italianos). Uma historia que fala de amor (e que você pode conferir clicando aqui) - o verdadeiro amor - e dos desafios que o cercam. Uma história que foi remontada e apresentada por todo o mundo... Várias vezes... E que ainda encanta um público vasto, mostrando à eles que histórias de amor existem de verdade.

Fonte da Imagem: Cineclick.
E uma parte dessa história, que poucos conhecem, é apresentada no filme Cartas para Julieta (2010), com Amanda Seyfried - sinopse aqui -, apresentando ao mundo as Secretárias de Julieta, que respondem as cartas e bilhetes deixados no muro da casa de Julieta em Verona, na Itália.

Eu já havia ouvido falar do filme, e ontem resolvi assistir. O resultado foi fantástico. Muito além das minhas expectativas, sobretudo pelo fato de eu não estar mais tão interessado em filmes de romances e afins. A trama do filme apresentou uma jovem que é apaixonada por escrever e que ao conhecer Verona se deparou com este grupo de mulheres - as Secretárias de Julieta - respondendo as cartas de pessoas apaixonadas de todo o mundo e que por motivo ou outro se identificam com Julieta e sua história e vem até Verona buscando uma resposta para seus dramas, um conselho, uma palavra amiga, um pouco de atenção... Em meio a este grupo e a seus próprios dramas de amor, Sophia (Amanda Seyfried), que está visitando Verona com o noivo, descobre uma carta antiga, de 50 anos atrás, que não foi respondida e resolve dar à pessoa que a escreveu uma resposta. Essa resposta desencadeia uma série de acontecimentos que mexem com a vida de muitas pessoas, inclusive a dela... 
Fonte da Imagem: Cinema de Buteco.

Porém, o que me deixou mais boquiaberto com o filme foi a capacidade de mostrar aos expectadores uma chance de acreditar que o amor existe. E que ele pode sim ter um final feliz. Lembrei, ao ver o filme, da minha amiga Lidiane - do blog Mentalidi ou Mundo da Lidi para os seguidores - e de uma estória que ela escreveu em seu blog (Quando o amor chega) falando exatamente disso, da possibilidade de existir amor e de existir sim um final feliz (inclusive essa é uma das coisas que mais admiro na Lidi, a esperança e a capacidade que ela tem de acreditar). 



Fonte da Imagem: Cinema de Buteco.
Mas enfim, eu ainda não encontrei o meu - ou encontrei e perdi - verdadeiro amor, mas tenho, lá no fundo, a esperança de um dia encontrá-lo. Tenho esperança de um dia poder me entregar à paixão, de viver a vida sem medo de ser feliz, de amar e ser amado. E é em situações como essa - assistindo ao filme - que me coloco a pensar: Existe mesmo amor ? Ele é para todos ? Ele vai durar para sempre ??

Essas e outras perguntas ficaram rodando em minha cabeça, mas de uma coisa eu acho que eu sei: o amor pode existir sim, e que se não for pra sempre que seja eterno enquanto dure.

E quando ao filme, tenho mais é que recomendar. Recomendo para quem acredita no amor, para que mantenha esse sentimento, que ao meu ver é uma benção. E recomendo para quem não acredita que possa existir um amor de verdade, para que - quem sabe - a ficção ajuda a compreender que a vida não precisa ser triste e solitária e que todo mundo pode sim ter uma história de amor. E não importa o tempo que ela dure, importa é o tempo que essa história te fez/faz feliz.


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24/12/2011

Mundo Fantástico !!!

Alô Patrícia Poeta. Volta pro Fantástico ??!!

Fonte da Imagem: Blog Essas e Outras.
Enfim, nessa época de Natal (na verdade véspera de Natal né?!) andei pensando em muita coisa que aconteceu durante o ano. Coisas que aconteceram comigo, com minha família, com meus amigos, com um monte de gente que conheci, com outras que eu quis esquecer, dentre muitas outras coisas que se passaram no decorrer de 2011... Muita coisa boa é claro. Coisas não tão boas também - mas daí a gente coloca uma dose de vodka com limão e açúcar e tá tudo bem -. Coisas estranhas e coisas milagrosas (Sim, Mi-la-gro-sas !!!). E tudo o mais que se possa imaginar.

Daí, dentre tudo o que me aconteceu vem Fátima Bernardes, que desde muito tempo me dava boa noite no Jornal Nacional, e anuncia que está saindo do JN( Eu e o Brasil com essa cara > :O). E quem a substituiria seria a Patrícia Poética. Ok. O susto da perda da Fátima se tornou menos pior por saber que outra pessoa carismática e chique estaria na bancada do JN ao lado do William Bonner. Menos mal né. E Poética começa a apresentar o JN deixando uma lacuna no Fantástico (assim como Gloria Maria deixou quando não mais apresentou o programa, e que ao meu ver só foi preenchida com a Poeta). 

Fonte da Imagem: Celebridades UOL.
Não sei quanto ao resto (Oi??) do Brasil, mas eu não gostei. Prefiro a Patrícia no Fantástico. Lá ela tinha mais liberdade, podia se mover mais, fazer mais gracinhas, mostrar as pernas e a cinturinha... Enfim, lá ela podia ser ela mesma. E no JN não é assim. Ela cortou o cabelo (creio que logo logo Patricia estará no Chanel), ficar sentadinha quieta na dela, pernas nunca mais, e todo aquele protocolo que parecia tão natural com a Fátima Bernardes e que deixa a gente (deixa eu) meio que querendo tirar aquela bancada para que a Patrícia possa se mexer, coitada... 

Como profissional é claro que ela é ótima. Mas para mim ela fica melhor no Fantástico. JN pode até ir pra outra apresentadora, mas que tenha mais facilidade em não se mover. Né?! No Fantástico para mim ainda tem uma lacuna. Ou volta Patricia ou outra pessoa se torna a 'nova apresentadora do Fantástico', fazendo a gente crer que o lugar é dela. 

No mais, só posso desejar muito sucesso na nova caminhada da Fátima Bernardes, porque ela merece meeeeeeeeesmo. E desejar que Patrícia volte para o Fantástico, ou que fique mais protocolarmente natural (ou menos natural, se este for o caso e/ou a perspectiva pela qual estamos olhando para ela) apresentando o JN. Por  mais que seja de conhecimento de todos (principalmente eu) que qualquer mudança - principalmente uma mudança tão grande assim - trás consigo muita coisa a ser analisada, demanda tempo de adaptação e mudança de outros envolvidos também, mas é que eu tenho pressa. Tenho que admitir que o JN continua com a mesma (quase) qualidade de antes no quesito apresentação. Porém, é um choque, como foi pra muita gente...

Anyway. E o que é que eu quero com isso tudo?? Nada. Pois é. Nada! Mas é que não me custa escrever algumas coisinhas sobre esse episódio nacional né. Afinal de contas, tem toda aquela história de que sou brasileiro, abençoado por Deus, reclamo por natureza (até quando tudo está bem) e não desisto nunca... 

E Patrícia: sou seu fã viu... Mas por enquanto no Fantástico.


17/12/2011

Filmes - Que eu vi.

Neste último mês (bom, nos dois últimos meses) vi alguns filmes que me chamaram atenção. Alguns no bom sentido, outros nem em sentido tão bom assim. Mas o que ficou na memória foram ótimas lições e dicas para repetir a dose. Então vou compartilhar com vocês minhas impressões sobre estes 4 escolhidos.

Começando do pior para o melhor.



O Retorno da Maldição - A Mãe das Lágrimas - 2007

Direção: Dário Argento. Assisti o filme porque já tinha começado mesmo... Roteiro ruim. Imagem ruim (eu achei que fosse de 1990 ou perto disso), texto ruim... Enfim, um filme que era pra ser de terror (ou um suspense) mas que me fazia rir em muitos momentos. Conta a história de uma restauradora de artes que presencia a abertura de uma urna antiga contento artefatos sagrados de uma bruxa muito poderosa e que a mantinham presa. A abertura da caixa desencadeia uma série de eventos maléficos e Sarah (a restauradora) entra na batalha para mandar a Mãe das Lágrimas para o lugar de onde veio. Uma estória sem pé nem cabeça, mas que rende pouco mais de hora e meia de sensações indescritíveis. Ps: ao ver uma das personagens tentar lutar contra um ser das trevas com um potinho de pó-de-arroz o filme se torna ainda mais 'instigante'.



O Amante - 2008

Direção: Richard Eyre. Levei mais de um mês para assistir. Começava, parava...Um tédio me invadia de forma a não me deixar ver mais. Mas como sou teimoso peguei o filme e disse pra mim mesmo: Você vai assistir isso !!! Inteeeeiro !!! Aí eu assisti. Mostra a vida de Lisa e Peter, que vivem um casamento tranquilo e dentro dos padrões de conformidade do InMetro. Porém, a vida dos dois acaba se tornando uma 'aventura' turbulenta de sentimentos. A necessidade de amar/amor, o sentimento de raiva e traição, o desejo de seguir em frente... E em meio aos dois, Ralph (Antonio Banderas), O Amante, trazendo mudanças à este casamento pacato e trazendo uma onda de sentimentos em todos os personagens, incluindo a filha do casal Lisa e Peter. Com uma história longa (parece ser muito mais que os 90 minutos do filme), o filme mostra o final do casamento de Lisa e Peter e a verdade sobre a vida de Ralph. 



Direito de Amar (A Single Man) - 2009

Sob a direção de Tom Ford (Tom, você é meu 'fã', como diria minha amiga Kau [bjo Kau] ídolo), Direito de Amar me surpreendeu. Creio que o talento e a busca pelo melhor de Tom Ford tenham trazido um algo à mais ao filme. Contando com Colin Firth (amoooo) no papel principal, George, o filme já tinha mil pontos de vantagem... Um filme interessantíssimo, mostrando a difícil vida de um professor universitário, que é homossexual e perde seu companheiro, após 16 anos de união, e perde também a vontade de viver. Preparando-se para um suicídio, George organiza toda a sua despedida do mundo e de repente descobre que ainda tem muito para viver, porém... Um drama que prendeu minha atenção do início ao fim. Recomendadíssimo.




A Pele que Habito - 2011

Direção: Almodóvar. Antonio Banderas na pele de Robert, um cirurgião plástico que viveu um drama ao perder a esposa, que teve a pele totalmente queimada em um acidente de carro, e posteriormente perdeu a filha de uma maneira trágica. Para manter a mente ocupada, o Dr. Robert se põe a pesquisar e desenvolve uma pele humana artificial, que além de ter uma textura diferente da pele humana, pode ajudar na prevenção de doenças e auxiliar na reconstituição da pele de pacientes com queimaduras. Porém, para testar seus experimentos Robert precisa abrir mão de princípios éticos e ter uma cobaia humana. Nesta parte entra o grande boom da estória. Os dramas e consequências causados pelas atitudes de um médico que busca loucamente reparação de danos irreparáveis. Uma trama muito bem bolada, que vale a pena assistir.

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Este são apenas alguns... Por hoje é suficiente. Mas ainda quero falar de três filmes bastante conhecidos, mas que valem a pena serem revistos: O Sorriso de Monalisa, com Julia Roberts; Da magia à Sedução, com Sandra Bullock e Nicole Kidman; e O Espelho têm Duas Faces, com a brilhante Barbra Streisand. 

Então é isso. Por hoje é só pessoal.

Revista Expectativa

Olá pessoas, ando meio sem tempo de blogar por estes dias, mas estamos aí né... Estudando, estudando, estudando, lendo, estudando, fazendo estágio em docência, escrevendo, dissertando. Tudo - não nessa ordem exata - desse jeito. Mas hoje vim trazer uma notícia para quem está envolvido com os ambientes educacional/acadêmico e empresarial:

Já está disponível on-line a IX Edição da Revista Expectativa, (clique aquielaborada e mantida pelo curso de Secretariado Executivo da Unioeste de Toledo. A revista conta com textos que foram apresentados no I Encontro Nacional Acadêmico de Secretariado Executivo - ENASEC - abordando questões fundamentais para o desenvolvimentos de empresas e dos profissionais de Secretariado Executivo.

E dentre estes textos, encontra-se um artigo meu (Sim, Meeeeeu) produzido com a colaboração da profa. Rubia Rinaldi (à época minha orientadora no curso de Secretariado Executivo da Unioeste), que foi resultado do meu trabalho de conclusão de curso [ou para os acadêmicos de SE da Unioeste o famoso Relatório de Estágio Supervisionado] e apresentou um modelo de ações de marketing para o curso de SE. O modelo apresenta ações que podem ser desenvolvidas não apenas pelo curso de SE, mas por todas as entidades educacionais, de forma que podem adequar os conceitos e sugestões apresentados neste trabalho às suas especificidades.

Enfim, como fiz uma publicidadezinha para a Revista Expectativa e para o meu artigo, abaixo segue o resumo desse texto, que vocês podem conferir na íntegra clicando aqui.

Boa leitura.


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MARKETING PARA INSTITUIÇÕES DE ENSINO: O CASO DO CURSO DE SECRETARIADO EXECUTIVO DA UNIOESTE – TOLEDO, PR.

Rodrigo Müller
Rúbia Nara Rinaldi

Resumo: A crescente competitividade que marca o ambiente de negócios caracteriza também o cenário educacional brasileiro, o que tem feito com que as instituições de ensino superior (IES), para se manterem competitivas e atuantes, passem a incorporar atividades de marketing em suas agendas, que até pouco tempo atrás não eram muitos comuns neste segmento. Dentro desta ótica, este trabalho objetivou analisar as atividades de marketing desenvolvidas pelo curso de Secretariado Executivo da Unioeste – Campus de Toledo, que mesmo estando ligado à uma IES pública necessita de maior visibilidade e reconhecimento diante da comunidade, para que assim, possa delimitar com mais clareza seu espaço de atuação e aumentar a sua competitividade e a de seus egressos. Para tanto, inicialmente, a partir de uma pesquisa bibliográfica, foram identificadas as iniciativas de marketing para instituições de ensino, bem como modelos sugeridos de atratividade de alunos. A partir desta literatura, foi elaborado um modelo de ações integradas de marketing que atendesse às necessidades e especificidades do curso de SE, que busca promover a imagem do curso frente às comunidades locais e regionais.

Palavras-chave: Marketing para Instituições de Ensino, Secretariado Executivo, Ações Integradas de Marketing.

03/12/2011

Bem Querer.

Tudo o que eu queria as vezes é não querer nada.
Ou querer mais, ou menos... Ou nem mais nem menos.

Querer por querer sem saber se quero mesmo.
Queria querer tudo. Mas não posso ter tudo, nem mesmo querer ter.
Posso ser 'tachado' de egoísta por querer mais que posso ter.
E o que posso ter?
Quem é você para querer dizer o que eu posso ter? 
Ou pior ainda, pra dizer o que eu posso querer?

Quero porque quero. Quero tanto, quero nada. Quero mais.
Quero querendo do jeito que sempre quis. 
Vou continuar assim, querendo tudo, e todos, e tanto. 
E nada.

Vou querer mais que a mim, mais que o meu 'bem querer'. 
Te quiero, te quero. Quero sim. Te amo, me amo. Amo sim.
Meu 'bem querer' é teu. É meu. 
E assim eu quero. Continuo querendo. 
Tudo, todos, tanto. 
Querer...

Fonte da Imagem: Mesmo Momento.
(Rodrigo M)

A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico


A parábola do taxista e a intolerância. Reflexão a partir de uma conversa no trânsito de São Paulo. A expansão da fé evangélica está mudando “o homem cordial”?

Por Eliane Brum*

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Fonte da Imagem: Arquivos de Amor.
O diálogo aconteceu entre uma jornalista e um taxista na última sexta-feira. Ela entrou no táxi do ponto do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, por volta das 19h30. Como estava escuro demais para ler o jornal, como ela sempre faz, puxou conversa com o motorista de táxi, como ela nunca faz. Falaram do trânsito (inevitável em São Paulo) que, naquela sexta-feira chuvosa e às vésperas de um feriadão, contra todos os prognósticos, estava bom. Depois, outro taxista emparelhou o carro na Pedroso de Moraes para pedir um “Bom Ar” emprestado ao colega, porque tinha carregado um passageiro “com cheiro de jaula”. 

Continuaram, e ela comentou que trabalharia no feriado. Ele perguntou o que ela fazia. “Sou jornalista”, ela disse. E ele: “Eu quero muito melhorar o meu português. Estudei, mas escrevo tudo errado”. Ele era jovem, menos de 30 anos. “O melhor jeito de melhorar o português é lendo”, ela sugeriu. “Eu estou lendo mais agora, já li quatro livros neste ano. Para quem não lia nada...”, ele contou. “O importante é ler o que você gosta”, ela estimulou. “O que eu quero agora é ler a Bíblia”. Foi neste ponto que o diálogo conquistou o direito a seguir com travessões.


- Você é evangélico? – ela perguntou.
- Sou! – ele respondeu, animado.
- De que igreja?
- Tenho ido na Novidade de Vida. Mas já fui na Bola de Neve.
- Da Novidade de Vida eu nunca tinha ouvido falar, mas já li matérias sobre a Bola de Neve. É bacana a Novidade de Vida?
- Tou gostando muito. A Bola de Neve também é bem legal. De vez em quando eu vou lá.
- Legal.
- De que religião você é?
- Eu não tenho religião. Sou ateia.
- Deus me livre! Vai lá na Bola de Neve.
- Não, eu não sou religiosa. Sou ateia.
- Deus me livre!
- Engraçado isso. Eu respeito a sua escolha, mas você não respeita a minha.
- (riso nervoso).
- Eu sou uma pessoa decente, honesta, trato as pessoas com respeito, trabalho duro e tento fazer a minha parte para o mundo ser um lugar melhor. Por que eu seria pior por não ter uma fé?
- Por que as boas ações não salvam.
- Não?
- Só Jesus salva. Se você não aceitar Jesus, não será salva.
- Mas eu não quero ser salva.
- Deus me livre!
- Eu não acredito em salvação. Acredito em viver cada dia da melhor forma possível.
- Acho que você é espírita.
- Não, já disse a você. Sou ateia.
- É que Jesus não te pegou ainda. Mas ele vai pegar.
- Olha, sinceramente, acho difícil que Jesus vá me pegar. Mas sabe o que eu acho curioso? Que eu não queira tirar a sua fé, mas você queira tirar a minha não fé. Eu não acho que você seja pior do que eu por ser evangélico, mas você parece achar que é melhor do que eu porque é evangélico. Não era Jesus que pregava a tolerância?
- É, talvez seja melhor a gente mudar de assunto...

O taxista estava confuso. A passageira era ateia, mas parecia do bem. Era tranquila, doce e divertida. Mas ele fora doutrinado para acreditar que um ateu é uma espécie de Satanás. Como resolver esse impasse? (Talvez ele tenha lembrado, naquele momento, que o pastor avisara que o diabo assumia formas muito sedutoras para roubar a alma dos crentes. Mas, como não dá para ler pensamentos, só é possível afirmar que o taxista parecia viver um embate interno: ele não conseguia se convencer de que a mulher que agora falava sobre o cartão do banco que tinha perdido era a personificação do mal.)
Chegaram ao destino depois de mais algumas conversas corriqueiras. Ao se despedir, ela agradeceu a corrida e desejou a ele um bom fim de semana e uma boa noite. Ele retribuiu. E então, não conseguiu conter-se:
- Veja se aparece lá na igreja! – gritou, quando ela abria a porta.
- Veja se vira ateu! – ela retribuiu, bem humorada, antes de fechá-la.
Ainda deu tempo de ouvir uma risada nervosa.  


A parábola do taxista me faz pensar em como a vida dos ateus poderá ser dura num Brasil cada vez mais evangélico – ou cada vez mais neopentecostal, já que é esta a característica das igrejas evangélicas que mais crescem. O catolicismo – no mundo contemporâneo, bem sublinhado – mantém uma relação de tolerância com o ateísmo. Por várias razões. Entre elas, a de que é possível ser católico – e não praticante. O fato de você não frequentar a igreja nem pagar o dízimo não chama maior atenção no Brasil católico nem condena ninguém ao inferno. Outra razão importante é que o catolicismo está disseminado na cultura, entrelaçado a uma forma de ver o mundo que influencia inclusive os ateus. Ser ateu num país de maioria católica nunca ameaçou a convivência entre os vizinhos. Ou entre taxistas e passageiros.

Já com os evangélicos neopentecostais, caso das inúmeras igrejas que se multiplicam com nomes cada vez mais imaginativos pelas esquinas das grandes e das pequenas cidades, pelos sertões e pela floresta amazônica, o caso é diferente. E não faço aqui nenhum juízo de valor sobre a fé católica ou a dos neopentecostais. Cada um tem o direito de professar a fé que quiser – assim como a sua não fé. Meu interesse é tentar compreender como essa porção cada vez mais numerosa do país está mudando o modo de ver o mundo e o modo de se relacionar com a cultura. Está mudando a forma de ser brasileiro.

Por que os ateus são uma ameaça às novas denominações evangélicas? Porque as neopentecostais – e não falo aqui nenhuma novidade – são constituídas no modo capitalista. Regidas, portanto, pelas leis de mercado. Por isso, nessas novas igrejas, não há como ser um evangélico não praticante. É possível, como o taxista exemplifica muito bem, pular de uma para outra, como um consumidor diante de vitrines que tentam seduzi-lo a entrar na loja pelo brilho de suas ofertas. Essa dificuldade de “fidelizar um fiel”, ao gerir a igreja como um modelo de negócio, obriga as neopentecostais a uma disputa de mercado cada vez mais agressiva e também a buscar fatias ainda inexploradas. É preciso que os fiéis estejam dentro das igrejas – e elas estão sempre de portas abertas – para consumir um dos muitos produtos milagrosos ou para serem consumidos por doações em dinheiro ou em espécie. O templo é um shopping da fé, com as vantagens e as desvantagens que isso implica.

É também por essa razão que a Igreja Católica, que em períodos de sua longa história atraiu fiéis com ossos de santos e passes para o céu, vive hoje o dilema de ser ameaçada pela vulgaridade das relações capitalistas numa fé de mercado. Dilema que procura resolver de uma maneira bastante inteligente, ao manter a salvo a tradição que tem lhe garantido poder e influência há dois mil anos, mas ao mesmo tempo estimular sua versão de mercado, encarnada pelos carismáticos. Como uma espécie de vanguarda, que contém o avanço das tropas “inimigas” lá na frente sem comprometer a integridade do exército que se mantém mais atrás, padres pop star como Marcelo Rossi e movimentos como a Canção Nova têm sido estratégicos para reduzir a sangria de fiéis para as neopentecostais. Não fosse esse tipo de abordagem mais agressiva e possivelmente já existiria uma porção ainda maior de evangélicos no país.

Tudo indica que a parábola do taxista se tornará cada vez mais frequente nas ruas do Brasil – em novas e ferozes versões. Afinal, não há nada mais ameaçador para o mercado do que quem está fora do mercado por convicção. E quem está fora do mercado da fé? Os ateus. É possível convencer um católico, um espírita ou um umbandista a mudar de religião. Mas é bem mais difícil – quando não impossível – converter um ateu. Para quem não acredita na existência de Deus, qualquer produto religioso, seja ele material, como um travesseiro que cura doenças, ou subjetivo, como o conforto da vida eterna, não tem qualquer apelo. Seria como vender gelo para um esquimó.

Tenho muitos amigos ateus. E eles me contam que têm evitado se apresentar dessa maneira porque a reação é cada vez mais hostil. Por enquanto, a reação é como a do taxista: “Deus me livre!”. Mas percebem que o cerco se aperta e, a qualquer momento, temem que alguém possa empunhar um punhado de dentes de alho diante deles ou iniciar um exorcismo ali mesmo, no sinal fechado ou na padaria da esquina. Acuados, têm preferido declarar-se “agnósticos”. Com sorte, parte dos crentes pode ficar em dúvida e pensar que é alguma igreja nova.

Já conhecia a “Bola de Neve” (ou “Bola de Neve Church, para os íntimos”, como diz o seu site), mas nunca tinha ouvido falar da “Novidade de Vida”. Busquei o site da igreja na internet. Na página de abertura, me deparei com uma preleção intitulada: “O perigo da tolerância”. O texto fala sobre as famílias, afirma que Deus não é tolerante e incita os fiéis a não tolerar o que não venha de Deus. Tolerar “coisas erradas” é o mesmo que “criar demônios de estimação”. Entre as muitas frases exemplares, uma se destaca: “Hoje em dia, o mal da sociedade tem sido a Tolerância (em negrito e em maiúscula)”. Deus me livre!, um ateu talvez tenha vontade de dizer. Mas nem esse conforto lhe resta.

Ainda que o crescimento evangélico no Brasil venha sendo investigado tanto pela academia como pelo jornalismo, é pouco para a profundidade das mudanças que tem trazido à vida cotidiana do país. As transformações no modo de ser brasileiro talvez sejam maiores do que possa parecer à primeira vista. Talvez estejam alterando o “homem cordial” – não no sentido estrito conferido por Sérgio Buarque de Holanda, mas no sentido atribuído pelo senso comum.

Me arriscaria a dizer que a liberdade de credo – e, portanto, também de não credo – determinada pela Constituição está sendo solapada na prática do dia a dia. Não deixa de ser curioso que, no século XXI, ser ateu volte a ter um conteúdo revolucionário. Mas, depois que Sarah Sheeva, uma das filhas de Pepeu Gomes e Baby do Brasil, passou a pastorear mulheres virgens – ou com vontade de voltar a ser – em busca de príncipes encantados, na “Igreja Celular Internacional”, nada mais me surpreende.

Se Deus existe, que nos livre de sermos obrigados a acreditar nele. 

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* Eliane Brum é Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de um romance - Uma Duas (LeYa) - e de três livros de reportagem: Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo). E codiretora de dois
documentários: Uma História Severina e Gretchen Filme Estrada.

21/11/2011

Dica da Semana

O centro do universo, ou melhor dizendo, da nossa galáxia, ainda é o Sol. Então olhar apenas para o próprio umbigo nada mais é que pura tolice.


Fonte da Imagem: Rio Total - O que é Astronomia.

Início de Carreira ??


Para um início de carreira rico e sem segredos.
Por João Pedro Schonarth


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Criar contatos e ter uma visão global da profissão são duas das habilidades essenciais para quem quer começar bem no mercado de trabalho

O primeiro emprego é um momento marcante e decisivo para o profissional: é a partir dele que se forma a visão da área de atuação e que se tem contato com pessoas que podem ajudar no desenvolvimento da carreira. Porém há muitas dúvidas no caminho, como a maneira de se portar dentro da organização e a hora certa de pensar em promoções. É a partir desse começo de carreira, que a Gazeta do Povo traz, a partir de hoje, aqui na página de Gestão e Carreira, uma série de três reportagens que vai abordar os desafios que rondam a entrada no mercado de trabalho; a permanência na atividade aos 50 anos de idade; e as dúvidas na hora da aposentadoria.

Fonte da Imagem: Mundo das Tribos.
A assistente contábil Daniele Pinheiro Ferreira começou a trabalhar na concessionária Copava, em Curitiba, como estagiária. Antes, porém, trabalhava como recepcionista em um escritório de contabilidade, onde observava as atividades realizadas na empresa. Foi aí que percebeu que gostava da profissão. “Como estudo Ciências Con­tábeis e vi que havia uma vaga de estágio na empresa, me candidatei e consegui. Dez meses depois fui efetivada e trabalho hoje como assistente contábil, mas quero mesmo é ser analista”, ressalta Daniele.

Buscar o que gosta de fazer é uma das principais dicas dadas pelos especialistas. Mas é preciso juntar isso ao momento de mercado. “É necessário uma afinidade com aquilo que se quer fazer. Mas às vezes aquilo que se gosta não é o que mercado está pedindo. É preciso achar um meio termo do que se gosta e da demanda das corporações”, analisa Carlos Contar, consultor da Business Partners.

O dilema entre tamanho de salários e de empresa deve ser deixado de lado no início da carreira, avalia o consultor. Estar em uma grande corporação e conhecer as práticas de mercado é o que deve ser focado. “A remuneração pode não ser a maior, mas o que se aprende em uma grande empresa acaba trazendo frutos que podem ser colhidos no futuro”, explica Contar.

A experiência de estar trabalhando, criar contatos e ter uma visão global da profissão é o essencial para o início da carreira, na opinião de Carla Virmond Mello, diretora da ACTA e da DBM. Mas é preciso ter cuidados. “Há uma frase comum nas corporações, que diz que o mercado contrata por competência, mas demite por comportamento. É este o ponto principal: ter iniciativa, uma postura profissional e disciplina. Quando o jovem é contratado para o primeiro emprego, não se exige dele tanto a experiência, mas se avalia como ele se comporta. São essas sutilezas que são analisadas e que podem ajudá-los na carreira”, avalia Carla.

Mais Textos e Informações sobre Gestão de Carreira aqui.

18/11/2011

PSS - Prorrogação das inscrições

Pessoal, pra quem ainda não viu, as inscrições do PSS foram prorrogadas. O prazo agora é até dia 23/11/11 - conforme publicado no site do PSS - para os candidatos realizarem suas inscrições.

Foi publicada também uma errata corrigindo algumas informações do edital 90/2011 e acrescentando alguns cursos nas modalidades da educação profissional. 

Enfim, confiram no site clicando aqui ou acessando o link direto >


Não deixem de ler os editais antes da inscrição.









ps: acessem também os outros posts/textos deste blog... quem sabe você não deixa os seu pitacos por aqui também ??!!

;)

14/11/2011

Reconvexo

Ver Bethânia cantando Reconvexo (composição de Caetano Veloso) é bom de mais. Tanto que tive que vir compartilhar... Energia, alegria, paz... Luz. É Bethânia. Linda sempre.





12/11/2011

IFPR abre concurso público para a contratação de 177 professores


Câmpus Curitiba dispõe de 27 vagas para ensino presencial. Incluindo uma (1) vaga para docente de Secretariado Executivo, com titulação exigida de Mestre na área ou em Educação.
Graduados em Secretariado Executivo com Mestrado na área
ou em Educação podem concorrer à uma vaga na cidade de
Curitiba.

O Instituto Federal do Paraná publicou edital de concurso público para a contratação de 177 professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Classe “D I”, Nível 1) para 14 cidades do Paraná. Há vagas para os regimes de trabalho de 20 horas semanais; 40 horas e dedicação exclusiva. A remuneração inicial varia de acordo com a titulação e regime de trabalho, podendo chegar a R$ 6106,43, no caso de docentes com doutorado e dedicação exclusiva. As inscrições estão abertas de 4 de novembro a 18 de novembro presencialmente e de 4 de novembro a 14 de novembro via Correios/Sedex.

Os interessados devem se inscrever diretamente nos câmpus do IFPR, de segunda a sexta-feira. Em Curitiba, as inscrições do ensino presencial serão realizadas  na Rua João Negrão, 1285, Rebouças , das 8h às 18h.

O processo de seleção será composto por análise de currículo (títulos); prova escrita, prova didática e de memorial descritivo. O concurso terá validade de doze meses, podendo ser prorrogado por igual período.

Mais informações no site do IFPR, ou clicando aqui.

Link da página de concursos > IFPR.
Edital do concurso > Edital 87/2011 PROGEPE.


11/11/2011

PSS 2012 (PR) - Inscrições

Pessoal, pra quem ainda não fez a inscrição para o PSS 2012 aqui do PR, até dia 18 de novembro pode efetivar o cadastro e inscrição pelo site do PSS.

Então para quem pretende concorrer a uma vaga de professor, seja no ensino básico, fundamental, médio e/ou profissionalizante, esta é mais uma oportunidade.

É só entrar no site do PSS e fazer a sua inscrição (depois de ler atentamente os editais, é claro, referentes ao cargo pretendido.

:)

Links Importantes:



10/11/2011

Sociedade Brasileira de Secretariado Executivo


Uma conquista INCONTESTÁVEL por quem quer que seja. 

Durante anos a comunidade acadêmica e profissional da área de Secretariado Executivo lutou para conquistar uma entidade representativa que pudesse englobar tanto assuntos profissionais como acadêmicos, contribuindo para a produção científica nas áreas correlatas ao Secretariado e lutando por cursos de pós-graduação Strictu Senso em nossas instituições de ensino (Mestrado e Doutorado).

Finalmente neste ano, durante o II Encontro Nacional Acadêmico de Secretariado que ocorreu de 20 a 22 de outubro na Universidade de Passo Fundo (Passo Fundo, RS), foi fundada a Sociedade Brasileira de Secretariado Executivo - SBSEC. Contando com participantes - acadêmicos, professores e profissionais de Secretariado - de várias localidades do Brasil, o evento reuniu um grupo de pessoas que aprovou a criação da sociedade e o seu estatuto, inclusive votando e elegendo a primeira equipe de diretoria. 

Esse grande passo só tem a contribuir para a profissão de Secretariado Executivo e para a criação/integração de grupos de pesquisa em secretariado e áreas fins com a finalidade de conseguir produção científica - e principalmente profissionais capacitados/habilitados - representativa na área. Os benefícios de uma entidade como essa são inegáveis se batalhados com o respeito e dedicação que a área de Secretariado Executivo merece e necessita e que com certeza os profissionais envolvidos neste projeto vão oferecer.

Portanto, tentar neste momento desmerecer qualquer mérito da formação da SBSEC e mesmo de sua diretoria provisória, ao meu ver, é ignorância e infantilidade de quem não consegue olhar a frente e vislumbrar um destino que está sendo traçado. 

Este é um momento de união entre acadêmicos, professores e profissionais da área para que consigamos fortalecer nossa classe profissional e batalhar pelos direitos que temos. O respeito deve ser a base de qualquer diálogo, principalmente em se tratando de uma discussão tão séria e que envolve pessoas de todo o país. 
Fonte da Imagem: Sindireceita.

Assim, espero que nossos colegas de profissão que estão contrários à esse movimento e disseminando seus pensamentos coloquem a mão na consciência antes de propagar o 'erro' alheio e tentar desmerecer um trabalho tão grandioso como este. Não será uma tarefa fácil, mas os resultados com certeza valerão a pena.

Eu, como profissional de Secretariado Executivo e que busco capacitação educacional para poder representar nossa classe, apoio a SBSEC e parabenizo a Federação Nacional das Secretárias e Secretários (FENASSEC) por se posicionar favorável à esse ato. Aproveito para deixar aqui o link para o documento elaborado pela FENASSEC dando seu parecer sobre a criação da SBSEC e sobre os motivos - mais que justificados ao meu ver - que levaram a entidade de maior representatividade da área de Secretariado a apoiar a criação da Sociedade Brasileira de Secretariado Executivo.

Enfim, essa hora é de união. Precisamos contar com nossos colegas de classe para fortalecer nossa profissão e ajudar a SBSEC a desenvolver seus trabalhos da melhor forma possível. A sociedade está começando seus trabalhos, então precisa de todo o apoio e sugestões sérias para a melhoria dos trabalhos. Contribuições positivas sempre são bem vindas, então creio que com a SBSEC não será diferente. 

Finalizo este texto com o fechamento da nota explicativa divulgada pela presidente da FENASSEC, a Sra. Maria Bernadete Lira Lieuthier:

"A FENASSEC tem o dever de envidar todos os esforços para que a profissão de secretariado tenha sua identidade preservada, sua atuação solidificada e  o reconhecimento da sociedade, para isso faz alianças a todos que estejam imbuídos dos mesmos propósitos, por entender e acreditar que é na soma e na unicidade que se cresce e fortalece.  Também é relevante ratificar que está e estará sempre atenta, para que os propósitos do SECRETARIADO sejam respeitados e cumpridos". 

E a palavra de ordem do dia é CONSCIÊNCIA. Quem tem têm.


--

E pra quem quer ler mais sobre a criação da SBSEC, acesse este link e será direcionado para a página da UPF, onde há um texto explicando a formação da SBSEC.

Link também para a FENASSEC (aqui) onde encontram-se outras informações sobre a profissão e mesmo sobre a SBSEC.

08/11/2011

Lady Gaga - EMA 2011

Não é de hoje que Lady Gaga vem conquistando público, homenagens e prêmios em vários locais do mundo. Dessa vez foi no EMA deste ano que a nossa cantora pop preferida deu ares de sua (ou suas) graça, fez uma belíssima apresentação cantando (ao vivo - como sempre) Marry the Night e abocanhou 4 prêmios dos 6 para os quais havia sido indicada.

Pra mim foi só faltou ela ter levado o quinto prêmio (Melhor Artista ao Vivo - que foi para Katy Perry). Porque realmente, Gaga fez e está fazendo por merecer. O CD Born This Way é fantástico e a música título do álbum faz sucesso por onde passa, levando uma mensagem de amor próprio e perseverança. 

Mas enfim, vim mesmo foi trazer para vocês a apresentação da Gaguinha na noite... Linda como sempre, cantando, performando e dançando (quer mais ???).


Os vencedores vocês podem conferir clicando aqui, que serão direcionados para o site da MTV com a lista completa de modalidades e vencedores.

Marry the Night.



ps: a qualidade do vídeo não está lá essas coisas, mas tá valendo 


;)




Fonte das Imagens: EnzineMark.
Acesse o site acima para ver mais fotos da performance de Gaga.

06/11/2011

Virada Cultural


A II Virada Cultural de Curitiba (informações sobre o evento e programação aqui) com o tema 'Viva a Cultura da Paz' está simplesmente demais. Ondem, 05 de novembro, pude participar de alguns shows e apresentações. Tudo muito organizado, com muitos e muitos e muitos participantes e muito mais gente talentosa expondo seus trabalhos. Nos shows, bandas e artistas conhecidos no cenário nacional e também bandas e artistas da cidade de Curitiba. 


A Banda Mais Bonita da Cidade
Fonte da Imagem: Folha.
Dentre os shows (perdi os que mais queria ver - Almir Sater e Big Wilson Soul Band com a Michele Mara (mas eu tenho o cd da banda :P)), A Banda Mais Bonita da Cidade fez uma ótima apresentação... E a voz da Uyara é uma graça... ela é uma graça. A galera geral entusiasmada em frente ao palco Ruínas e todo mundo curtindo o som da banda, que fechou sua apresentação com a música que deu imagem à banda: Oração... Claro que a multidão cantou em coro a música toda. E o final do show da ABMBDC coincidiu com o por do sol. A energia estava de mais. 


Depois do show, pausa para repor energias na Praça da Espanha, com muuuuuuuuuuuita gente e muitas opções de pratos... Show. 



O Teatro Mágico
Fonte da Imagem: Homepage da banda.
A noite, dentre outras apresentações, o palco Ruínas ofereceu a apresentação do grupo O Teatro Mágico - que eu conhecia só de nome e não tinha visto/ouvido nada - que fez uma ótima apresentação (informações sobre a banda e downloads dos discos deles no site, clicando aqui). Iniciando as 00:00 (aproximadamente) a banda segurou uma multidão que se estendia em frente ao palco com muita energia do início ao fim. E é claro que a perfomance dos garotos - e garota - no palco foi incrível... A galera ao meu lado elogiando geral o trabalho dos meninos... Também elogiei. Um ótimo trabalho. Não posso dizer que virei fã, mas reconheço que a banda é boa e faz um show muito legal. 


Banda Núvens
Foto de Divulgação no site da banda (aqui).
Já lá pelas 02:30 (aproximadamente) subiu ao palco a banda curitibana Núvens (pra quem quer conhecer a banda e baixar o disco desses meninos, está aqui o site). Indicação (pra mim) de uma amiga (Sibeleeee), curtimos o show dos meninos da cidade, que fizeram uma apresentação empolgante até mesmo pra quem não conhecia o trabalho deles. muito bacana. Um som ótimo, com uma voz peculiar do vocalista. Gostei, principalmente das músicas mais pesadas - não resisto à uma guitarra e bateria detonaaaaando -. Enfim, desses meninos fiquei fã.


E o que mais me chamou a atenção foi a qualidade do som. Uma organização ótima dessa virada. Parabéns aos organizadores que deixaram tudo isso em ótimas condições para que a população de Curitiba e região pudesse curtir - e ainda podem, pois terão apresentações até o dia 12/11 - ótimas demonstrações de cultura. Música, dança, artes plásticas e visuais... Enfim, um show de arte e cultura DE GRAÇA. Pra quem ainda não foi, correeeeeeeeeeeee. Tá muito boa. E hoje vamos ver Ultraje a Rigor e gritar - beeeeeeeem alto - CÚÚÚÚÚÚÚÚ. 


Boa virada galeraaaa.

02/11/2011

O Piano

Amor, Paixão, ou Desejo ?? Essas e outras sensações e emoções misturam-se aos pensamentos de Ada em 'O Piano', filme que mostra a história de uma mulher que não fala desde os 6 anos de idade e que ama tocar piano. Pela interpretação de Holly Hunter é possível acompanhar, do início ao fim do filme, o drama vivido pela personagem, que, após ter sido enviada para a recém colonizada Nova Zelândia, não simpatizou com o marido que lhe fora arranjado pela família. Em meio aos dramas pessoais e sentimentais, Ada se vê na companhia da filha, a pequena Flora (muito bem interpretada pela lindíssima Anna Paquinn - ou Sookie Stackhouse para quem acompanha True Blood -) em meio a um lugar completamente diferente, e sem o seu piano. Na história das duas aparece George, um negociador que adquire o piano de Ada de seu esposo (Stewart) e promete devolvê-lo caso ela lhe ensine a tocar. As aulas se iniciam e transformam-se um uma negociação forte, que desperta fortes sentimentos em todos os personagens. 

Assim, com uma história atraente, o filme consegue fazer valer a pena cada minuto investido para assisti-lo. Mesmo tendo sido lançado em 1993, o filme não deixa em nada a desejar (começando pela interpretação dos atores). muito pelo contrário: faz perceber - mais uma vez - que qualidade e uma boa equipe podem fazer ótimos resultados. RECOMENDO.

Holly Hunter - interpretando a personagem Ada - em cena de O Piano.





E digo mais: ver a Sookie pequenininha, engraçadinha, cantandinho e virando estrelinhas é muito legal... Àquela época a menina nem pensava que seria disputada por vampiros e lobisomens em True Blood, ou mesmo que teria poderes especiais em X-Man, como Vampira...
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