28/05/2011

Bandeira Branca

Nos últimos dias tenho reservado alguns minutos diários para leitura de comentários em sites, blogs, vídeos do youtube e outras mídias, sobre textos explorando temas como sexualidade, diversidade, homofobia, respeito, kit anti-homofobia, programas do governo, e uma série de outros temas correlatos.


O que me deixa mais chocado ao ler os comentários não é nem o fato de uma grande parcela dos internautas que comentam nesses textos serem homofóbicos ou pregarem a duras penas que SER GAY NÃO É NORMAL, ou que NÃO VOU DEIXAR MEUS FILHOS VEREM CENAS DE DOIS HOMENS OU DUAS MULHERES DE MÃOS DADAS NA RUA, ou coisas do gênero: DEUS REPUDIA OS HOMOSSEXUAIS.

O que me deixa mais chocado é saber que a hipocrisia¹ reina no mundo, que muitos 'ditos machões' possuem família, mas ao primeiro sinal de sexo fácil não se importam com o fato de ser homem, mulher, travesti, transexual, gay... o que importa é que para questões sexuais todos estão aptos. Já para viver em sociedade é melhor aceitar um padrão 'normal' de família, um padrão 'normal' de cidadãos... O que incomoda também é ler comentários do gênero: EU NÃO TENHO NADA CONTRA, ATÉ TENHO AMIGOS GAYS, MAS NÃO PRECISAM ASSUMIR ISSO EM PÚBLICO. 

Meu Deus, será que dizer por aí que tem amigos gays agora é uma opção para parecer politicamente correto? Inclusivo? Livre de preconceitos? Será que dizer que não se importa com o fato de existirem gays, mas que eles permaneçam em suas casas, é a forma correta de encarar uma sociedade tão diversificada como a que nos envolve?

Acho muito mais digno ver pessoas que afirmam não aceitar comportamentos diferentes aos seus do que ouvir gente falando que ATÉ TEM AMIGOS GAYS...

No mundo em que vivemos não existe mais espaço para este tipo de preconceito. Não existe mais a possibilidade de querer exigir uma sociedade homogênea quando a sociedade é mais diversificada do que qualquer festa a fantasia. Vivemos num mundo repleto de diferenças raciais, sociais, físicas, entre tantas outras...

A hora agora é de respeito. Respeito ao próximo independentemente de quem ele seja, como ele seja, ou da forma como ele pensa. 

Se você não concorda com a posição alheia isso é problema seu. Também não concordo com muita coisa nessa vida, mas respeito as posições dos demais. Todo mundo precisa respeitar para ser respeitado.


E não adianta virar as costas ou tentar tapar o sol com a peneira. O mundo é diversificado, nosso país é diversificado, nossas cidades também o são. Vamos encarar os fatos e buscar respeitar quem quer que seja, pois somente dessa forma é que poderemos construir uma sociedade que seja de fácil convivência.



E quando me pedem que bandeira eu defendo já logo digo: O DIA QUE EU FOR LEVANTAR UMA BANDEIRA, ELA SERÁ BRANCA. SIM, BRANCA: A BANDEIRA QUE EU HASTEIO É A DA PAZ.

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¹ A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.

Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto realiza a mesma ação.

Fonte: Wikipédia

19/05/2011

CRIANÇA - A Alma do Negócio !

Assisti este documentário, sob a direção de Estela Renner, chamado 'Criança, A Alma do Negócio'. Um material de ótima qualidade, com depoimentos, exemplos, dados estatísticos, e uma série de informações que nos fazem pensar realmente em como as empresas de propaganda direcionam suas atividades para um público tão vulnerável: as crianças.

O vídeo tem aproximadamente 50 minutos, mas vale muito a pena assistir.

É uma aula, literalmente.

Aproveitem.

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Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que umn adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falama diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumas. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância. Direção Estela Renner Produção Executiva Marcos Nisti Maria Farinha Produções http://interpretacoesdeumsujeito.blogspot.com/


17/05/2011

Direitos Humanos

Visitando o blog do querido Alexandre (Do Avesso), vi um vídeo que vale a pena ser retransmitido.

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A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, divulgou uma mensagem em vídeo esta semana para alertar sobre o aumento dos crimes de ódio contra lésbicas, gays, bissexuais e pessoas trans. Os segmentos são conhecidos em grande parte do mundo pela sigla LGBT.

No vídeo, ela lembra que, só no Brasil, 250 pessoas foram assassinadas em crimes deste tipo em 2010. "Infelizmente, estes não são casos isolados. O problema é global", lembra Pillay. "A história nos mostra o terrível preço humano da discriminação e do preconceito. Ninguém tem o direito de tratar um grupo de pessoas como sendo de menor valor, menos merecedores ou menos dignos de respeito", conclui.


Fonte: Youtube








Retrato da Educação no Brasil - Relato de uma professora do RN

Nem preciso falar nada porque a professora Amanda Gurgel (Rio Grande do Norte) já disse tudo.



Reflexão !!!

Fonte: YouTube.

Professora Amanda Gurgel silencia Deputados em audiência pública.
Depoimento Resumindo o quadro da Educação no Brasil.
Educadora fala sobre condições precárias de trabalho no RN/BRASIL.
(10/05/2011)

http://youtu.be/7iJ0NQziMrc

10/05/2011

A Educação Supeior Brasileira

O Brasil tem, na educação superior, um duplo desafio a ser enfrentado.
* Por Luiz Guilherme Brom.



Em 2009 o Brasil possuía 2.314 instituições de ensino superior, entre faculdades, centros universitários e universidades. Destas instituições, apenas 245 (10,6%) são públicas e o restante é composto de instituições privadas (com ou sem fins lucrativos). Essas escolas eram frequentadas por 5.954.021 alunos. Esses dados são do mais recente censo da educação superior brasileira, relativo ao ano de 2009 e divulgado pelo Ministério da Educação somente em fevereiro de 2011.

O Brasil tem, na educação superior, um duplo desafio a ser enfrentado. Um primeiro de ordem quantitativa, uma vez que apenas cerca de 14% dos jovens na faixa etária entre 18 e 22 anos de idade se encontram no ensino universitário. Um segundo desafio é de natureza qualitativa, uma vez que a esmagadora maioria das instituições de ensino do País apresenta padrão de qualidade abaixo da crítica.

Mesmo com baixa inserção de alunos, entretanto, os números da educação superior impressionam, ainda que nem sempre pelos seus aspectos positivos. O conjunto das instituições brasileiras, públicas e privadas, oferece 28.671 cursos de graduação, número que representa um aumento de 13% em relação a 2008. Em 2009, apenas 5,1% das instituições de ensino do Brasil detinham quase 50% das matrículas. E 14,1% dos estudantes do ensino superior estavam matriculados na modalidade de cursos Educação a Distância (EaD).


Chama a atenção também o fato de que em apenas cinco cursos superiores se concentram 50% dos estudantes brasileiros. São eles, nesta ordem: Administração, Direito, Pedagogia, Engenharia e Enfermagem. Os três primeiros, isso é bem sabido, são cursos de investimento e operação relativamente simples e baratos. Em outras palavras: a educação superior brasileira cresceu de forma concentrada em cursos de baixo custo de instalação. E a pergunta que fica é: tal concentração, sobretudo em cursos de baixa qualidade, atende aos interesses de quem?

O Censo também apontou um total de 307.815 docentes. Professores com titulação de mestrado representam a maioria desse universo (36%), seguidos pelos especialistas (29%) e doutores (27%). Mestres e doutores atingem 75% do corpo docente das instituições públicas e 55% das instituições privadas. A formação de professores no Brasil avança a duras penas, com apoio precário e muitas vezes fictício, considerando o valor irrisório das bolsas de estudos oferecidas. A profissão de professor no País ainda é ligada à ideia de sacrifício, de sacerdócio, de uma categoria que não precisa de salários decentes.

Como se pode notar, a educação superior brasileira já é grande, quando comparada a outros países, mas é ainda ineficiente e sofre de vários males. Não há como deixar de reconhecer os esforços do Ministério da Educação no sentido de melhorar esse quadro. Porém, é importante dizer também que o MEC poderia fazer muito mais, sobretudo no que tange a um maior esclarecimento da opinião pública brasileira

No Brasil, as boas escolas são ofuscadas pelo enorme volume de dinheiro que as escolas ruins destinam à publicidade. O Ministério demora muito para divulgar os indicadores de qualidade, como o Índice Geral de Cursos (IGC) ou o exame Nacional de Desempenho Estudantil (ENADE). E quando o faz, faz de modo pouco esclarecedor à opinião pública. Os jovens que vão para o ensino superior mereciam uma informação mais precisa a respeito das escolas e cursos, de forma a não serem enganados por instituições de baixa qualidade.

* Luiz Guilherme Brom é doutor em Ciências Sociais e diretor superintendente da Fecap (Escola de Comércio Álvares Penteado). luizgbrom@fecap.br

Modernidade, Modernização e Tecnologia

Gente, pode não parecer mas eu ainda sou meio que à moda antiga.

Certas coisas que andam acontecendo me deixam boquiaberto. É desenvolvimento de novas tecnologias pra lá, é a modernidade pra cá. Celulares que fazem mais coisas que meu computadorzinho (inclusive com memória beeeem maio que o pobre computador desktop). E a gente no meio, tendo que aderir à modernização para não ficar para trás.

E nesses últimos dias tenho visto tanta coisa interessante sendo promovida com o auxílio das tão faladas tecnologias de informação. Música por exemplo: quem precisa comprar um CD do cantor(a) preferido ?? Você consegue baixar tudo na internet e curtir suas músicas preferidas sem ter o trabalho de correr na loja de discos/cds para comprar... E outra: nem é preciso mais aguardar o lançamento dos CD's. Vejo cantoras como Lady Gaga (que agora vai até lançar musica no FarmVille), Beyonce, Jeniffer Lopez, e muitas outras e outros e bandas e grupos e solos e enfim... quase todos, rsrs, lançando suas músicas na internet e disponibilizando os singles para download em suas próprias homepages ou através de sites como ITunes. 

Sou do tempo em que era necessário esperar meses para sair o CD, e no caso de morar em uma cidadezinha do interior - que era meu caso até pouquíssimo tempo - aguardar meses até chegar o lançamento lá. 

E agora ?? 

Barreiras de tempo e espaço nem existem. Tudo está alí, na ponta de um clique :)

Isso é bom, mas as vezes assusta.

O que sei é que a modernização está tomando conta de tudo e de todos e que as tecnologias estão fazendo cada vez mais parte de nosso dia-a-dia.

#Fato

06/05/2011

(Des)Ordem

Tudo caminha das formas mais variadas e esquisitas que se pode imaginar. Nunca sabemos ao certo o que esperar do dia de amanhã; nunca podemos dar certeza de que estaremos em tal lugar, amanhã e em tal horário porque não temos certeza se conseguiremos estar realmente lá ou não, porque podemos receber visita e ficar presos em casa, podemos nos atrasar no trânsito, podemos errar o caminho, podemos ter um grande impecilho... Podemos - numa visão mais pessimista e que não condiz com a minha realidade (mas negar esses detalhes é hipocrisia, então...) - morrer...

Tentamos durante toda a nossa existência categorizar pertences, amigos, familiares, desejos, sonhos, objetivos, tarefas, enfim: tudo, para ao menos acreditar que temos poder sobre nossos atos, sobre nossas decisões... sobre nossas vidas.

Mas o que temos é o direito de escolher o que queremos ter e quem queremos ser. O resto vem com o tempo, de formas inesperadas e que muitas vezes nos surpreendem, mas isso a gente não pode controlar... Categorizar talvez, mas controlar não absolutamente, porque podemos tentar investir em determinadas atividades e até conseguir outras coisas nesse mesmo tempo. Tudo pode mudar, e em qualquer momento.

É como sempre digo: Alguém joga uma pedra na cabeça de fulano lá na Conchinchina e é aqui que se sente o baque. Atos tem consequências, que nem sempre recaem sobre quem mereceria. Assim nós criamos ordem e desordem ao mesmo tempo, e por mais que não tenhamos consciência de muitas coisas que fazemos alguém tem. E talvez você e eu estejamos na categoria de vilões de alta periculosidade nas anotações de alguma pessoa. Quem sabe ??!!

Ninguém!

Afinal, não sabemos de nada.
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