24/12/2012

Tudo anda meio parado por aqui, com aquela cara de deserto e tumbleweeds rodeando meu blog. 

Isso não é intencional, mas é um fato.

No entanto, estou por aqui... as vezes só espiando, outras vezes contemplando, outras vezes pensando em apertar um 'delete' em tudo... Mas continuo firme, e espero que logo logo consiga remover os tubmbleweeds e as teias de aranha das páginas digitais desse meu pedacinho de mundo.


03/09/2012

Secretariado Executivo - Unioeste

Banner elaborado pelo acadêmico Renan Breitembach, que cursa o quarto ano do curso de Secretariado Executivo da Unioeste - Campus de Toledo.

Ainda não conhece nosso curso?? Veja as informações na imagem e acesse o site > http://www.secretariadounioeste.com/


25/08/2012

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite...




Mesmo um sábado a noite é 'dia' [entenda-se horário] de reflexões. Espera-se, na maioria das vezes, sair, descontar os estresses da semana, curtir a vida, entre outras coisas, para uma noite de sábado. Mas será que isso tudo é necessário?? Bom, pode ser que seja, pelo menos para alguém isso deve ser... Não digo que para mim não seja, porque as vezes [embora muito que raramente] também é. Mas hoje está sendo um dia atípico. Deixei de lado as necessidades sociais [não sei se inconscientemente, conscientemente, propositalmente e etecetera e tal] e me coloquei em um estado de reflexão. 

Reflexão sobre a vida, sobre o mundo, sobre Deus. Reflexões sobre o homem... Sobre o amor', sobre as coisas e seus significados. 

Perguntas e mais perguntas, respostas e mais respostas, e dúvidas e mais dúvidas. 

Fico pensando [antes, durante e depois das reflexões] se tudo o que fazemos, que almejamos, que acreditamos é real. Real creio que deva ser... Verdadeiro também, pois a partir do momento que acredito em algo - pelo menos para mim - isso se torna verdade. Se é verdade é real, mesmo que imaterialmente.

Penso que se existem desejos eles vem de algum lugar. E que lugar é esse?? Seria isso um desejo proveniente de uma necessidade 'real', ou seria a construção de uma 'necessidade' forte a ponto de se tornar mais forte tomando a forma de um desejo... Aí caio alí nos questionamentos sobre o Ego, esse estranho conhecido nosso, misterioso e sedutor, que nos coloca ideias na cabeça, sentimentos no coração [mas o coração de fato sente??] e dúvidas por todos os lados.

Viajo em meio aos meus próprios questionamentos me perguntando qual a necessidade de correr atrás de algo que aparentemente eu não preciso para viver, me colocando cada vez mais questões que ficam sem resposta e que abrem novas janelas, mostrando novos prismas sobre tudo e sobre todos. Viajo na velocidade da luz, vendo imagens se desfigurando ao meu lado ao mesmo tempo em que outras tomam as mais variadas formas. Acabo estacionando por frações de minuto em um pensamento ou outro... Volto ao Ego. Saio deste e vou à Deus, que me diz para ser forte e acreditar no homem. Vou para o homem, encaro seus defeitos, devaneios, loucuras [o que é a loucura??] e amores, aí percebo que o homem [uma das maiores invenções de Deus] não é tudo aquilo que deveria/poderia [entenda como quiser...] ser. Me decepciono. Caio, levanto, olho onde me machuquei... Sinto dor.

[Por que tenho que sentir dor? Por que tenho que sentir medo?? Por que tenho que ter sentimentos???] 

Sigo em frente rumo ao pensamento, que foge de mim deixando para trás migalhas de seu 'ser', me fazendo juntar esses tais pedaços, que aos poucos [colocados lado a lado] se parecem comigo... Se parecem com meus pais, meus irmãos, meus amigos... Se parecem com você!!! Sigo em frente em busca da verdade [mas se para mim algo é verdade a partir do momento que acredito, para você pode não ser porque você - talvez - não acredita no mesmo que eu]. Não consigo encontrá-la. Sinto-me frustrado... Volto a olhar para os pequenos pedacinhos que tentei juntar, mas o vento os soprou para longe. Eles se foram e a imagem que se formava perdeu-se no ar. Como poderia eu pegá-la no ar??

Reflito sobre isso mais um pouco. Reflito sobre meu 'sábado a noite'. É noite, é sábado... É tempo [hora] de pensar, tentar entender o que talvez não tenha explicação. É hora de deixar fluir, como o vento que se espreme e passa pelas pequenas frestas da janela do meu quarto, me mostrando que é possível transpor barreiras. É hora de enxergar as barreiras e se tornar ar. É hora de deixar os pensamentos fluírem até outros pontos nevrálgicos da mente, da alma, do corpo, do homem. É tempo de ter tempo...

13/07/2012

We Are Young

(...)
"Tonight,
We are young...
So let's set the world on fire,
We can burn brighter 
Than the sun"
(...)


07/07/2012

PSS 2012 - Convocações

Olá pessoal;

Para quem ainda espera ser convocado no Processo Seletivo Simplificado do Estado do Paraná (PSS 2012), aconselho acompanhar as atualizações dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) para os quais vocês se inscreveram.

Essa semana estive acompanhando os sites dos NRE's de Cascavel e de Curitiba, e ainda estão sendo feitas contratações, de professores e de outros cargos, mediante a necessidade de quadro de pessoal.

Então, para os candidatos que foram aprovados no PSS, ainda é necessário acompanhar as atualizações e chamamentos/convocações por meio dos sites dos NRE's.

E para quem não tem em mãos/mente o endereço eletrônico, seguem abaixo os endereços dos NRE'a de Cascavel e Curitiba, respectivamente:

02/07/2012

Opção de Curso de Pós-Graduação

Para quem está procurando por opções em cursos de pós-graduação stricto sensu, o Programa de Pós-Graduação em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação (PPCGI) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) está iniciando os preparativos para o ingresso de novos estudantes em 2013.

No site do programa já se encontram algumas informações sobre o processo e sobre o programa, cuja área de concentração é em Gestão da Informação e do Conhecimento.

Mais informações, acesse www.ppcgi.ufpr.br.

Atenção: para quem se interessar, é necessário ter realizado o teste da Anpad.



13/06/2012

Ser cliente da Oi é para os fortes !!!

Sim, porque apenas os fortes conseguem se manter em uma relação comercial com uma empresa como a Oi. Pelo menos essa é a impressão que eu tenho da empresa, assim como outros membros da minha família.

E por que ??

Vários motivos... Começando pelo atendimento oferecido pelos callcenters da Oi, que na maioria das vezes não resolvem os problemas que lhes apresentamos e para piorar a situação, na maioria das vezes os atendentes não têm um mínimo de preparo necessário para atender tais solicitações. Se recebem treinamento (o que sei que acontece) antes de iniciar os trabalhos oficiais no atendimento telefônico, está mais que na hora da Oi rever seus métodos de preparo e capacitação, porque os resultados apresentados estão muito abaixo do esperado.

Além do atendimento realizado por profissionais mal preparados, algumas situações ocorridas durante tais atendimentos ainda pioram a imagem que a empresa têm perante a sociedade.

Comigo, no dia 07 de junho de 2012, ocorreu um péssimo atendimento. Digo péssimo porque foi mesmo e estou sendo generoso em não dizer que foi um lixo, estressante e humilhante. Durante a minha conversa com o atendente, ouvi risos e piadas com relação ao meu nome e sobrenome. E olha que meu sobrenome não é estranho, incomum ou feio (pelo menos eu não acho isso), e mesmo que fosse isso não daria à ninguém o direito de brincar e fazer piada sobre tal situação. Essas são atitudes inadmissíveis em qualquer situação e com qualquer pessoa. Atendentes rindo e fazendo piada com o nome dos clientes?? E o pior de tudo é que neste caso o cliente (EU) estava ouvindo tudo... Mais que desagradável, não é mesmo ??!! Saliento que esta não é a primeira vez que recebo atendimentos péssimos na empresa, mas essa vez foi o estopim. E para piorar a situação, aguardei uns seis dias por uma solução ao meu problema com uma linha móvel pré-paga, quando o funcionamento da linha deveria estar normalizado em até 24 horas.

Aí me pergunto: O mal atendimento acontece apenas com as linhas de telefone móvel pré-pagas ??

E eu mesmo respondo: NÃO !! Em casa, temos uma linha de telefonia fixa da Oi, que ficou - por erro da própria empresa - sem emitir conta por mais de três meses, colocando o nome do titular nos serviços de proteção ao crédito (é isso que se diz do Serasa??) e cancelando por duas semanas o funcionamento da linha fixa, causando grande estresse, além de prejuízos financeiros por falta do telefone (também utilizado como ferramenta de trabalho).

Então, o problema não é apenas com as linhas móveis pré-pagas... O problema é com a empresa mesmo.

Dessa forma, apenas posto este pequeno texto como forma de desabafo, já que ouvidoria e outros centros de atendimento online ao cliente não me deram nenhuma resposta.

Por fim, saliento que utilizo ainda a linha da Oi por uma questão de necessidade, mas assim que possível trocarei (GRAÇAS A DEUS EXISTE PORTABILIDADE) meu número para outra operadora.


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UPDATE (15/06/2012)

Em tempo: No dia 13 de junho, recebi um e-mail da Diretoria de Relacionamento com o Cliente da Oi, pedindo desculpas pelo ocorrido e notificando-me que o atendente responsável pelo meu péssimo atendimento será identificado e instruído com relação às normas da Oi para atendimento ao cliente. Enfim, uma resposta simples, mas que não posso dizer agora que não recebi resposta nenhuma.



09/05/2012

Cérebro, esse [ainda] ilustre desconhecido.


Por Vanessa Prateano


(09/05/2012)

Ele é o órgão mais importante do corpo humano e uma espécie de maestro responsável por todas as nossas ações, pensamentos, desejos e sensações. Apesar de tamanha importância, o cérebro ainda é um ilustre desconhecido. Embora tratados de Medicina de épocas antigas já tragam esboços de órgãos como coração, útero, estômago e pulmão, o conhecimento a respeito das estruturas cerebrais repousava, até pouco tempo – algumas décadas –, numa verdadeira caixa preta.

O que se sabia do cérebro era o que era pos­sível estudar no período post-mortem. Como não dava para vislumbrá-lo em pleno funcionamento, diferentemente de outros membros do corpo, restava aos médicos fazer testes com animais ou abrir o cérebro do indivíduo após a morte. E assim foi durante boa parte do século 20.
Fonte da Imagem: Revista Época.
  
Nos anos 90, porém, a caixa preta começou a se abrir. Como explica a neurologista e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Vi­viane Zetola, um fato foi essencial para que dinheiro e suor fossem injetados em pesquisas sobre o cérebro: o envelhecimento da população. Doenças neurodegenerativas, associadas à idade, começaram a se multiplicar, e governos, laboratórios e universidades perceberam que era hora de redirecionar os estudos.

“A década de 90 ficou conhecida como a ‘década do cérebro’ nos EUA, pois de 1990 a 2000, com o aumento da população idosa, a incidência de doenças como Alzheimer e AVC (acidente vascular cerebral) aumentou, e isso motivou investimentos em duas grandes áreas: o estudo da memória e da parte vascular”, diz Viviane. “Com isso, abriu-se uma avenida de conhecimento sobre o cérebro jamais vista antes.”

O salto tecnológico ocorrido nos últimos 40 anos também contribuiu para que se conhecesse melhor essa caixa preta. Nos anos 70, surgiu a tomografia, que permitia a visualização do crânio e de líquidos ao redor da área. Foi um avanço que permitiu o diagnóstico e o tratamento de problemas como traumas, tumores, derrames e aneurismas.

Mas foi a ressonância magnética funcional (RMF) que iniciou a revolução que está em curso até hoje, considerada um espécie de telescópio Hubble da neurociência que permite a visualização de estruturas menores e de como o cérebro funciona em tempo real – e que mostrou que aquela velha ideia de que só usamos 10% do cérebro para uma tarefa é mito, pois todo o órgão fica ativo durante todo o tempo.

A reinvenção da roda, no entanto, veio com o Pet-Scan, a tomografia por emissão de pósitrons, que permitiu aos cientistas visualizar qual a área do seu cérebro é ativada enquanto você lê esse texto ou se apaixona, e assim relacionar “pequenos pedaços” do cérebro com determinada atividade que realizamos ou sentimentos que nos invadem.

Perguntas

Após o cérebro ganhar o destaque merecido e aliados como a tecnologia, é de se perguntar o que, afinal, já se conhece do cérebro, e qual terreno ainda pode ser comparado à metáfora da caixa preta. Para os cientistas, o conhecimento ainda é muito pequeno, mas muitas lâmpadas já foram acesas. Conheça um pouco mais dessas conquistas e desafios.

A revolução na cura de doenças degenerativas

Com a ajuda da tecnologia, as possibilidades de estudo do cérebro são incalculáveis. Hoje, é possível entender como age o cérebro apaixonado; o de pessoas obesas durante uma dieta ou diante de comida; o privado de sono ou quando seu dono está mentindo ou sob estresse. Apesar desse universo extenso de estudos e testes – procurar no Google por termos como “cérebro + pesquisa” gera mais de 4,7 milhões de resultados –, ainda não temos ideia de como eles podem ser usados a nosso favor.

“Sabemos como se origina o pensamento, mas não como aprimorar a capacidade de pensamento. Sabemos como os neurônios conversam, mas não o que rege ou modifica essa troca de informação”, exemplifica o neuroradiologista e coordenador do Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, Edson Amaro. “Estima-se que a publicação de pesquisas relacionadas à área cresça a um ritmo de 20% ao ano, mas pouquíssimas têm aplicação. Sabemos o ‘o quê’ acontece, mas não o ‘como’”.

Quando se fala em aplicação, fala-se, por exemplo, em como aprimorar o uso da mente, evitar ou curar problemas como vício em drogas, depressão, autismo ou até mesmo paralisias, além de um dos grandes males a ameaçar a qualidade de vida de populações que poderão, num futuro próximo, viver até os 100 anos, ou mais – as doenças neurodegenerativas, como mal de Alzheimer ou Parkinson.

Ainda não se sabe como evitar ou curar tais doenças, embora haja pesquisas em desenvolvimento que prometem fazê-lo.

“Não adianta o homem viver 100 anos sem qualidade de vida. Por isso, descobrir mais sobre como essas doenças agem no cérebro e como eliminá-las é o próximo grande desafio”, diz o neurologista do Hospital Pilar Luiz Carlos Benthien. No futuro, de cada três pessoas com mais de 60 anos, uma terá uma doença neurodegenerativa, e a descoberta da cura para tais patologias será a grande revolução no campo da medicina neurológica.

A criação de um cérebro artificial

Um dos mais ambiciosos projetos envolvendo o estudo do cérebro humano pode ganhar forma já no primeiro semestre de 2012. A Academia Suíça de Ciências, em conjunto com outras instituições científicas europeias, deve decidir se injetará 1 bilhão de euros no chamado “Projeto Cérebro Humano” (numa tradução livre do original, Human Brain Project ou HBP), do cientista sul-africano Henry Markram, que pretende construir uma máquina idêntica ao cérebro.

A ideia de Markram, que tem tantos críticos quanto entusiastas, é reunir toda a informação científica já publicada sobre o órgão e aplicá-la na construção do cérebro artificial. O banco de dados seria formado por universidades e institutos europeus que financiariam juntos o empreendimento, mas outros países que queiram participar, inclusive o Brasil, poderiam fazê-lo, através, é claro, de contrapartidas financeiras, como os demais.

De acordo com o cientista, 60 mil trabalhos são publicados anualmente em todo o mundo a respeito do cérebro, e ele considera uma perda de talento e oportunidade deixá-los “dormindo” em bibliotecas. Os críticos de Markram, no entanto, acreditam que injetar tanto dinheiro em um único projeto é desestimular a criatividade que advém da concorrência entre os pares e concentrar dinheiro na mão de apenas um pequeno grupo privilegiado.

O cientista, no entanto, parece estar com crédito. Desde 2005, ele comanda o projeto “Cérebro Azul” (Blue Brain), um projeto em menor escala do HBP, que conseguiu simular uma estrutura, chamada de “coluna cortical”, de ratos, composta por mais de 10 mil neurônios, o que deixou parte da comunidade científica europeia animada.

O desafio de Markram, no entanto, não é só biológico – é também material. Hoje, a simulação do comportamento de um único neurônio exige 100% da potência de um computador de última geração. E o cérebro humano possui nada menos do que 100 bilhões de neurônios, o que demonstra que os cientistas do cérebro terão de trabalhar em conjunto com os cientistas da informática para levar esse sonho adiante.


05/05/2012

...

Quem somos é sempre decisão nossa...


Todo mundo tem um lado bom...

Pois então, sabe aquele dia que você está se sentindo na pior fossa da sua vida ?? Se sentindo na merda ?? No lixo ?? Se sentindo o pior dos seres humanos ?? Perceba que sempre vai ter aquele(a) amigo(a) pra te consolar e te dizer que a cula não é sua; que o 'universo está girando em torno de saturno' e/ou vice e versa e que isso está atrapalhando seu equilíbrio emocional; que a culpa é de outro(a) idiota(a) que não fez a parte dele(a)... Não importa o que este(a) amigo(a) diga, ele quer o seu bem... quer ver você recomposto(a) e com um sorriso no rosto. Aí ele(a) vai tentar de tudo pra te animar e vai te dizer algo como: "você também têm muitas qualidades...". E você faça o favor de não replicar dizendo: "então me diga uma...". A pessoa pode estar com a melhor das intenções, então simplesmente aceite. Todo mundo tem um lado bom, mas nem sempre o conhece. Então aceite e se ajude também. Pare de se fazer de vítima e querer que o mundo te abrace (até mesmo porque ele não vai te abraçar, ok?!). Se você não conhece suas qualidades - e nem seus amigos as conhecem - não se preocupe. Finja que sabe sim. Na hora certa elas sempre aparecem (e as vezes te surpreendem).

27/04/2012

Núvem de Palavras

Elaborada no Wordle, esta núvem de palavras foi feita com o texto da introdução de um artigo que estou enviando hoje para o Enampad... Enfim, uma ferramenta super interessante para ser usada em várias ocasiões.



15/04/2012

Reflexividade

Durante essa semana ouvi algo que me deixou um pouco mais reflexivo... Bom, na verdade ouvi várias coisas que me deixaram mais reflexivo do que o normal.

Uma delas - e talvez a mais marcante - foi que (algo parecido com isso): 'as vezes nos pegamos tanto pensando no passado que esquecemos que é o presente que pode definir nosso futuro'.

Aí veio aquele choque de realidade: 'Para de besteira moleque ! Olha pra frente...'.

Como se fosse assim tão fácil... Mas impossível não é. Só é preciso abrir mão de velhos conceitos e preceitos, quebrar alguns paradigmas, desapegar-se daquilo que já se tornou obsoleto... Abrir a mente para coisas novas. Encarar a vida de frente, de peito aberto e queixo erguido. Sorrir para os problemas e dizer: 'eu estou com problemas, mas ainda posso vencê-los'.

É preciso entender que a vida é feita de escolhas, mas que sempre temos a opção de escolher um novo rumo. É preciso parar de olhar para trás e lamentar o que não voltará. É preciso aprender com os erros e tentar de novo. É preciso ser você mesmo para ser original... 

É preciso agir para que o amanhã seja diferente do ontem, e (como no ditado popular) melhor que hoje. É preciso entender que as vezes é simplesmente necessário deixar para trás... para trás... deixar... 





(...)

Don't be afraid to be weak
Don't be too proud to be strong
Just look into your heart my friend
That will be the return to yourself
The return to innocence.
(...)

(Return to Innocence - Enigma)




03/04/2012

Inteligência Emocional


(...)  "As pessoas que reprimem as próprias emoções também ignoram - enquanto puderem - os sinais emocionais dos outros.

Henry Ford, fundador da famosa empresa norte-americana de automóveis que leva seu sobrenome, afirmava: 'Se há um segredo para o sucesso é entender o ponto de vista do outro e ver as coisas com os olhos dele'. Por isso, é aconselhável, a quem pretende ser bem sucedido, saber conduzir com destreza as próprias emoções e as dos outros". (...)

--
Trecho extraído de "Desenvolva sua Inteligência Emocional e tenha Sucesso na Vida".

_________
de Beltrán, María Mercedes. Desenvolva sua Inteligência Emocional e tenha Sucesso na Vida. São Paulo: Paulinas, 2004 [Coleção Pensar Positivo].

31/03/2012

Eu/Eu

Já me disseram, eu já me disse, e ainda por cima já disse para muita gente: Você não precisa provar nada para ninguém!

E realmente, com relação à certas coisas, não precisamos provar nada para ninguém, além de nós mesmos. Creio que muita coisa - que já fiz, inclusive - é necessária para provar para a gente mesmo que somos capazes, por exemplo, de cumprir determinadas tarefas, de alcançar certas coisas, mesmo quando a maioria das pessoas diz o contrário.

Porém, em nossas carreiras profissionais a coisa muda um pouco de figura. Sempre precisamos 'provar' para alguém, seja por meio de alcance de resultados, metas, objetivos da empresa, ou outras situações, que somos capazes sim de permanecer naquela posição, ou, ainda, de atuar em posição superior. E isso é mais que justo. Prove ser competente no que faz e alcance bons resultados profissionais.

Mas aí vem a questão: Nas nossas 'vidas pessoais' muitas vezes dizemos que não precisamos provar nada para ninguém. Por outro lado, em nossa 'vida profissional' estamos sempre em busca dessa afirmação, ou comprovação. E conseguimos, de fato, separar essas duas vidas? É possível sair de casa e guardar meu 'eu pessoal' numa gaveta, assumindo meu 'eu profissional'??

Alguns podem dizer que sim. Outros que não. Alguns ameaçam um talvez. Pelo sim e pelo não eu voto no Não. Não creio que seja possível distinguir quem somos de forma tão diferente. Uma coisa é atuar imparcialmente em nossas vidas profissionais, não deixando nossos estímulos pessoais tomando conta da situação. Mas isso é racionalidade, o que considero mais que justo em ambiente profissional. E acredito ainda que quem somos pessoalmente é mais que parte de quem somos profissionalmente. Creio que é justamente o que nos leva a ser os profissionais que somos. Então não é tarefa fácil dividir quem somos em dois - ou mais - para poder viver. É, ao meu ver, mais que necessário aprender  a conhecer cada um dos vários que somos para que não seja necessário se despir de quem nossa personalidade quer ser para atender o que a sociedade, ou as empresas, quer que sejamos.

Todos somos muitos, mas somos todos um só.

28/03/2012

A Hipocrisia no Altar

Em tempos de pastores chorando na televisão porque não tem dinheiro para fazer as obras da igreja; igrejas comprando fazendas multimilionárias mas que não custaram um centavo dos fiéis; pastores se acusando na internet e na televisão; pastores clamando por 'justiça' e pela aprovação das terapias psicológico-cristãs; pessoas acompanhando silenciosamente (só que não) os mandos e desmandos de pastores e igrejas que recebem a palavra diretamente de 'deus'; padres sendo condenados por pedofilia/estupros/abusos; e tantas outras atrocidades; quem deveria estar no altar não são os santos católicos, Jesus Cristo ou a personificação do Espírito Santo...

Quem deveria estar no altar é a HIPOCRISIA. Linda e loura cercada por anjinhos de porcelana todos trabalhados nos detalhes em ouro.

E se a hipocrisia pudesse ser personificada ?? Hum, deixa-me ver com quem ela se pareceria... To pensando... pensando... Enfim, é muita gente que está concorrendo ao posto de 'molde para a personificação da hipocrisia'. É gente que aparece na televisão falando que veio à terra em nome de deus, que só quer ajudar os pobres e necessitados e que em troca aceita 'doações' com valores $imbólico$ ... É gente que pede 'paz na terra aos homens de boa vontade', mas que acoberta dezenas (ou quem sabe, centenas) de crimes contra a humanidade cometidos por 'homens de deus'; É gente que convence multidões a acreditarem que homossexualismo é doença e merece ser tratada por terapias cristãs; É gente que pensa pelos necessitados que muitas vezes nem sabem que podiam pensar e assim assumem as maravilhosas (só que ao contrário) ideias cristãs... É tanta gente... tanta alegria. 

Bom, estou vendo que personificar a hipocrisia se torna uma tarefa bastante difícil... Então a gente pode escrever em letras cursivas HIPOCRISIA em uma placa bem bonita e colocar no altar, se ajoelhar diante dela e pedir a deus que nos conceda todas as bençãos do mundo. Aí quando nos levantarmos podemos tirar a máscara da pureza e sair às ruas criticando quem não se ajoelha perante a Hipocrisia. Podemos criticar também quem se ajoelha perante os Orixás; aos santos católicos; as plantas; a lua (meu deus, bru-xa-ri-a)... Podemos usar quantas máscaras quisermos durante o dia, pois ao final deste nos vestimos da pureza e ajoelhamo-nos novamente frente ao nosso altar, pedimos perdão - e somos perdoados - e dormimos tranquilos sabendo que ao final do mês apenas 10% (talvez também algumas doações) do que ganhamos será revertido em benefícios para 'nossa comunidade' e para a compra de espaços na televisão... Coisa pouca. Quem sabe consigamos comprar até um canal de tv só para nós ?? Eeeeeee (o_0) que maravilha !

Pois bem. Que mais posso eu dizer ?? Que não tenho religião ?? Pode ser. Eu (creio que) não tenho religião. E mesmo não tendo religião acredito em Deus, assim como acredito na natureza, nas energias do universo, nos santos e nos orixás, na união das pessoas, nos mistérios da vida e da morte. Apenas me recuso a seguir quem quer que seja em nome de um deus que é intolerante, que castiga, que maltrata, quem envia para o inferno quem não seguir o que está escrito no 'livro sagrado'. Apenas me recuso a ser um soldado que se limita a dizer 'sim senhor' e cumprir ordens. Apenas me recuso a compactuar com isso. 

Permaneço respeitando quem acredita, desde que me trate com o mesmo respeito. Só penso firmemente que não há necessidade de seguir uma religião para presenciar tanta asneira como anda acontecendo por aí. Fico eu aqui com a minha religiosidade, acreditando no que creio ser o certo para mim e esperando com muita fé que nem todas as religiões sejam assim. E tenho que dizer que algumas que conheço não o são. E mais, a bem da verdade religião nenhuma é hipócrita. Hipócritas são os homens. E já disse Jesus:  "E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos" (Mateus 24:11). 

 Mas certos trechos da bíblia são tão negligenciados quanto muitas políticas públicas, então é de se esperar que o outro seja sempre o falso profeta, 'eu' sou a verdade²

Reflexão meus caros, Reflexão. Nada mais que isso. Refletir sobre o que é certo para você, mas também sobre o que é certo para mim e o que é certo para cada pessoa com quem convivamos. Reflexão, algo que não se ensina muito na(s) igreja(s) mas que poderia - creio eu - fazer um grande estrago na 'carteira de fiéis' de muitas delas.



11/03/2012

Em busca do justo equilíbrio entre economia e natureza


Entrevista com Paulo Adario, ambientalista reconhecido pela ONU

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O ambientalista Paulo Adario nunca para. Mal retornou de Nova York e já foi a campo, no meio da Floresta Amazônica. Nos Estados Unidos, o ambientalista ganhou o prêmio de Herói da Floresta na América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas (ONU). O prêmio inédito também foi concedido a outras quatro pessoas de diferentes continentes pelos seus trabalhos em defesa das florestas.

Adario é o diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace no Brasil, além de ter sido um dos fundadores da ONG no país. Em 20 anos de profissão, Adario já arranjou briga com diversos madeireiros e também já se prendeu a árvores para impedir que fossem derrubadas.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Adario falou sobre a relação entre a preservação e a agricultura e questões como a certificação florestal e a construção de grandes hidrelétricas.

Entrevista:

A ONU premiar pessoas por serem defensoras da floresta mostra que há uma preocupação mundial crescente em mantê-la viva?
A leitura é exatamente essa. A preocupação com as florestas em geral, especialmente as tropicais, não é nova. Mas a crise climática aumentou essa preocupação. A relação homem e floresta existe há milhares de anos e sempre foi conturbada. O homem sempre utilizou os produtos florestais para construir abrigos ou para energia. E, quando ele vira agricultor, também começa a derrubar a floresta para a agricultura. As florestas da América do Sul, em especial a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica, são as que estão desaparecendo pela primeira vez na frente dos nossos olhos. A preocupação do mundo com o desaparecimento das matas aumenta com a preocupação ambiental dos habitantes e com a noção de que a mudança climática ameaça nosso futuro. O prêmio da ONU nasce de uma certeza de que as florestas precisam de defensores. Quando me dá um prêmio como esse, a ONU confessa que as florestas continuam em risco, precisam de defensores e coletivamente estamos falhando na defesa delas.

O que pode ser feito para conter o avanço do desmatamento na Amazônia?
É preciso diminuir o desmatamento não só na Amazônia, mas no mundo todo. Mas uma questão central que marca o desmatamento das florestas tropicais é o padrão global de consumo. No Brasil, você tem um fenômeno importante, que é componente fundamental do desmatamento da Amazônia brasileira: o avanço das fronteiras agrícolas, tanto da agricultura em geral quanto da pecuária. O desmatamento diminuiu recentemente, de 27,5 mil km² em 2005 para 6,4 mil km² no ano passado. O que é uma queda bastante espetacular, mas ao mesmo tempo ainda é muita floresta. Essa queda não só contribui para emissões e tem peso grande no Brasil.
Um motivo é que as riquezas da agricultura são regadas pelas chuvas da Amazônia. Então preservar não é só uma questão ética importante, mas também essencial economicamente.

A construção de grandes hidrelétricas também tem sido discutida, especialmente pelo caso de Belo Monte. O que isso impacta nas florestas?
A economia e a questão ambiental são interdependentes. O grande potencial para hidrelétricas está no Norte do Brasil. O uso desse potencial hidráulico pode ter impacto sério no crescimento do desmatamento. Encontrar o justo equilíbrio entre a economia e o meio ambiente é a questão. A gente não é contra as hidrelétricas, mas acredita que a escala delas é que é o problema. Hidrelétricas de baixa queda são as melhores alternativas para um país como o Brasil, junto com o investimento em fontes de energia renovável. É preciso também a redução de consumo e desperdício e melhoria da capacidade de geração de energia das hidrelétricas de hoje. Muitas estão ultrapassadas do ponto de vista tecnológico. Só com a mudança de equipamento aumenta o potencial de produção de energia e diminui o desperdício, sem precisar barrar novos rios.

Há também dúvidas sobre o sistema de certificação florestal. Ele realmente ajuda a diminuir o desmatamento? Há fraudes?
Como ideia, ela é ótima. Você tem um sistema em que entidades independentes e neutras atestam a origem e a qualidade ambiental, social e econômica de um produto. Os selos funcionam como garantia para o consumidor de que a produção não envolveu trabalho escravo ou desmatamento. A questão central é confiar no selo. Se ele deixar dúvidas, o consumidor vai deixar de comprar. O selo precisa ter grande credibilidade e precisa envolver diferentes atores que se neutralizem. Quanto mais a população tiver consciência da importância da sua opção de compra incluir a questão ambiental, mais as empresas vão se mover na direção correta. Mas, ao mesmo tempo, não adianta o consumidor chegar com a intenção de comprar com o selo e não encontrar nenhuma opção.

Você defende a possibilidade do desmatamento zero. Ele é possível em um Brasil tão dependente da agricultura?
É possível sim. Se você pensar na área da pecuária, são 220 milhões de hectares ocupados por ela e a média é de uma cabeça de boi por hectare. Na Europa, se tem de cinco a oito cabeças. E, desses, 70 milhões de hectares são de alto potencial agrícola e que hoje têm essa pequena quantidade de gado. Basta você investir na transformação desses solos para produção de grão e mais do que dobra a produção brasileira de alimentos sem diminuir a produção de carne. Essa é uma maneira de resolver e não precisar mais derrubar nenhuma árvore para aumentar exportações e manter a saúde do agronegócio. O próprio setor diz que com o Código Florestal não pretende mais desmatar que não é necessário. Aí eles dizem duas mentiras, mas uma verdade. Não é preciso mais desmatar, mas eles querem, sim, continuar o desmatamento e o Código possibilita isso pela anistia concedida a quem desmatou.

O que você espera da Rio +20?
Eu participei da Rio 92 e já naquela época eu vi que o governo sabia o que precisa ser feito, mas não o faz por falta de vontade política e pragmatismo geopolítico. Todo mundo está na mesma canoa e acaba discutindo quem fez o buraco antes. É um jogo de empurra-empurra. Várias outras conversas como essa falharam nos últimos anos e a Rio +20, do jeito que está, não dá esperança de ter um bom resultado.

07/03/2012

#PapoFAE O Futuro da Publicidade na Era das Redes Sociais

Batizado de 'Bate Papo com os Caras', o evento que ocorreu na noite desta terça-feira (06) no anfiteatro da FAE, contou com a presença de André Telles [@andretelles] (professor, autor dos livros Orkut.com; Geração Digital; e A Revolução das Mídias Digitais; além de CEO da Agência Mentes Digitais) e Joaquim Presas [@joaquinpresas] (designer, professor e proprietário da Agência PontoDesign) falando para acadêmicos da FAE, profissionais da área e membros da comunidade sobre questões referentes às midias digitais, a popularização das redes sociais e os impactos desses movimentos para as atividades comerciais e de publicidade.

Em um clima descontraído (um bate-papo), os convidados - mediados pelo professor Edi Silva [@edimort] - abordaram os temas propostos apresentando suas experiências e respondendo as dúvidas dos participantes, que também interagiram por meio do twitter. Respondendo as curiosidades dos participantes quanto ao declínio de utilização do orkut no Brasil, da ascensão do facebook, do crescente número de propagandas nas redes sociais, além do surgimento de novas redes e aplicativos, os participantes receberam uma enorme quantidade de informações e dicas sobre o ambiente virtual.

Segundo André Telles, a dinâmica do mercado tem feito com que muitas empresas comecem a olhar para as mídias digitais e, em especial, para as redes sociais buscando alcançar seus públicos por meio destes canais de comunicação. Segundo o palestrante, porém, nem todas as empresas possuem condições de implantar juntamente aos setores de marketing unidades de trabalho dedicadas à gestão de redes sociais e mídias digitais, de forma que recorrem às agências de comunicação especializadas na área.

Joaquim Presas apontou as questões referentes à comunicação, que permanece a mesma (com emissor, mensagem e receptor) porém em uma nova roupagem. Assim, é necessária uma adequação das empresas para conseguir transmitir a mensagem correta por meio da mídia correta para o público alvo. Para o palestrante, o bom senso ainda é o que prevalece nas redes sociais, tendo em vista o fato de que nem sempre é possível controlar os efeitos - e principalmente comentários - das ações dos usuários em rede. Presas ainda apontou que as redes sociais são exatamente isso: redes sociais. São uma forma de transferir para o ambiente digital os relacionamentos que ocorrem no ambiente físico.
Fonte da Imagem: Info Abril.

O consenso entre os convidados é a questão de que alguns conceitos antigos nunca mudam, como conhecer o cliente, conhecer a empresa, saber o que ela pode oferecer, onde o cliente está, o que ele quer/espera da empresa, entre outras questões carimbadas das áreas tradicionais de marketing e planejamento estratégico. Depois de ter as informações necessárias sobre os públicos-alvo, a escolha das redes sociais como ferramenta de comunicação deve ocorrer com o mesmo cuidado que se tem na hora de optar pelas ferramentas tradicionais de comunicação. Os convidados apontam a questão da integração entre contas e redes sociais, enfatizando a presença de perfis de usuários diferentes em cada rede (Ex: facebook, twitter, pinterest, etc.), de forma que este cuidado também deve ser dedicado, escolhendo a mensagem e a forma como será apresentada de acordo com a rede social e o público que está atingindo.

Questões como a utilização das redes sociais para atividades de política também foram abordadas, sendo discutido - brevemente - o 'Case Obama' [clique aqui para saber mais sobre o caso Obama], quando o atual presidente dos EUA conseguiu, com auxílio de sua equipe, utilizar as redes sociais e arrecadar fundos para sua campanha presidencial. O resultado foi excelente, e o caso se tornou conhecido em todo o mundo. Já com relação ao Brasil, não se percebe uma utilização tão adequada das redes sociais por parte dos políticos e suas equipes. Alguns utilizam-se apenas para pequenos pronunciamentos e divulgação de agenda, outros (poucos) utilizam com um pouco mais de planejamento, muitos, porém, não utilizam ou deixam suas contas desativadas, minimizando as possibilidades que poderiam ter com uma utilização efetiva das redes.

Os convidados ainda entram em consenso quando apontam que, em alguns anos, dificilmente uma empresa não terá também um perfil digital. Neste contexto, conhecer as mídias digitais, as redes sociais e ferramentas de comunicação on-line não são mais questões de curiosidade. São questões fundamentais para a sobrevivência das empresas futuras.

Desta forma, o evento foi uma oportunidade para os acadêmicos e profissionais da área perceberem que atentar-se para o 'poder' das mídias sociais é uma opção extremamente válida nos dias de hoje, tanto para quem pretende trabalhar na área para quem pretende manter uma comunicação direta com seu público por meio do ambiente digital. 

Salientando o fato de que conhecer as formas tradicionais de comunicação, marketing, publicidade, planejamento, relações públicas, dentre outras atividades, é fundamental para ingressar 'na rede', pois as formas de comunicação estão mudando, mas questões fundamentais para os clientes permanecem as mesmas, como bom atendimento, qualidade em produtos e serviços, agilidade na resposta, dentre outros anseios. 
Participantes do Evento lotaram o Anfiteatro da FAE.

Isso serve de conselho para quem pensa que gerenciar redes sociais e mídias digitais é tarefa para qualquer usuário de twitter ou facebook. É necessária uma preparação específica, que trabalhe tanto com abordagens tradicionais de comunicação como com novas abordagens enfocando o ambiente virtual. Isso pode ser encontrado em cursos, programas de pós-graduação e a própria experiência prática de atuação em redes sociais e mídias digitais.

Como tudo na vida, é uma questão de dedicação. Estudar, inclusive pelas redes sociais, atentar-se para o ambiente à sua volta e tentar compreender as dinâmicas de relacionamento, são questões a serem percebidas com mais atenção por parte de quem pretende se manter neste ambiente cada vez mais popularizado que é o ambiente digital.





04/03/2012

#Filmes Obrigado por Fumar (Thank You for Smoking) - 2005

Acabo de assistir 'Obrigado por Fumar' (título original: Thank You for Smoking) e fiquei encantado a história. 

Um filme muito inteligente, bem escrito, bem dirigido e em algumas partes até bem fotografado... Mas tirando a parte técnica de lado (até porque não sou cineasta nem expert no assunto pra falar muito, né!?), o filme é excelente.

Lançado em 2005 sob a direção de Jaison Reitman (mesmo diretor de Juno), o filme mostra a história de Nick Naylor (Aaron Eckhart), um lobista que é o principal porta-voz das grandes empresas de cigarro dos EUA. Naylor busca apresentar à mídia e à população uma visão minimizadora dos danos à saúde e dos riscos que os cidadãos correm ao consumir o tabaco. A trama mostra vigilantes da saúde e uma população exigindo mais atenção à este critério, e ainda órgãos regulamentadores tentando inserir um adesivo às embalagens de cigarro comercializadas nos EUA com a marca de 'produto venenoso'. Neste contexto, Nick Naylor tem sua vida virada de cabeça para baixo para tentar manter a sua profissão e ainda mostrar/ensinar ao seu filho boas lições para que, quando adulto, possa tomar suas próprias decisões com base em dados concretos... 


Um fator que me chamou muita atenção na trama foi a habilidade de comunicação exibida por Naylor, que conseguia, nas mais adversas situações, virar o jogo e mostrar 'muitas verdades' que não condiziam com 'toda a verdade', mas que não poderia ser consideradas mentira... Enfim, uma ótima trama para assistir, prestar atenção e tomar nota, pois as habilidades comunicacionais e de relacionamento são fundamentais em quaisquer carreiras, e no filme essas habilidades são muito bem exploradas.

Super Indico.


25/02/2012

Sair do Armário. Sim ou Não ?!

Constantemente vemos na televisão, nos noticiários, nas revistas, nos sites de fofoca (principalmente) e em muitas outras mídias notícias do 'tipo': 'Fulano assume homossexualidade'; 'Beltrano sai do armário'; 'Ciclano admite ser gay'; e por aí vai...

Constantemente nos pegamos observando a vida de muitas pessoas (que 'saem do armário') sob um novo ângulo: "Agora fulano não é mais ator/empresário/escritor/cartunista/atleta... Agora fulano é gay". E as vezes não nos damos conta de que fulano não mudou nada; não deixou de ser quem era, não deixou de escrever, de atuar, de jogar futebol, de trabalhar. Mas não conseguimos deixar de lado o fato de 'fulano é gay'...

Coloco aqui a expressão 'nós' por mera conveniência. Eu não tenho este tipo de visão (graças à Deus) ha muito tempo, mas...

E o que isso de fato muda na vida de quem resolve 'sair do armário' ?? Sinceramente? NADA! Bom, algumas coisas mudam, como os comentários que muitas vezes são deixados de lado, como as piadinhas que fazemos de conta não entender, como os olhares desconfiados. Mas isso é consequência (infelizmente) de uma mentalidade machista e retrógrada enraigada na mente da maioria da população. É triste, é chato, é deselegante... Mas quando alguém decide 'sair do armário', provavelmente sabe que terá isso pela frente. Em muitos casos já tinha isso antes de fazer 'a passagem', então agora isso só se tornaria oficial.

Como sempre digo, para mim a orientação sexual não altera em nada o que penso sobre as pessoas. Pra mim o que vale é o caráter (que não escolhe sexo, cor, idade, posição social... muito menos orientação sexual). Simples assim. 

Mas e no  mercado de trabalho? Será que isso também acontece?

Aí o buraco é mais embaixo... 

Hoje, lendo uma reportagem no site da Gazeta do Povo fiquei intrigado pela constatação da matéria, de que aproximadamente 40% dos profissionais de RH admite que as empresas onde trabalham tem algumas restrições com relação à contratação de funcionários homossexuais (homens ou mulheres), mesmo que veladamente... Isso é triste. Mas creio que estejamos melhores do que ha alguns anos atrás... 

Enfim, sabemos que isso ainda levará tempo para ser mudado. Sabemos que a vida em sociedade pode ser cruel, sabemos que muitas pessoas vivem mentindo para a sociedade e para si mesmas sobre sua orientação sexual com medo de ser desprezados(as)/marginalizados(as)/excluídos(as)... Sabemos que grande parcela da sociedade ainda é intolerante às diferenças. Sabemos tantas coisas... Mas sabemos também que existe 'gente boa' no mundo; que existem empresas que não contratam seus funcionários por serem heterossexuais, mas por serem capazes (física, psicológica e intelectualmente) de desempenhar as funções às quais concorrem... Sabemos que tudo pode mudar, e esperamos que isso ocorra. 

Só não podemos ficar de braços cruzados. 

Já quanto a sair do armário: Sim ou Não ?! Não sei. Cada cabeça é uma sentença e cada situação é diferente. Então, creio que é uma decisão muito importante para muitas pessoas, mas que também não têm um tempo certo para acontecer. Quando se sentirem seguros, souberem que terão apoio de amigos, familiares, colegas de trabalho, provavelmente muitas pessoas 'sairão de seus armários'. E provavelmente essas pessoas serão mais felizes por saberem que estão sendo honestas consigo mesmas e com as pessoas ao seu redor. É fácil ?? Nem sempre. Mas é como disse Aguinaldo Silva ao ser questionado sobre sua sexualidade: "Achei quer era tão difícil ficar no armário que foi melhor sair logo".

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Sair do armário estraga a carreira ?


Fonte: Gazeta do Povo.



Gays e lésbicas podem ter a carreira prejudicada ao saírem do armário no trabalho? Ainda que esteja aumentando o número de empresas preocupadas em criar ambientes de trabalho mais favoráveis aos homossexuais, com a promoção de políticas para incentivar a diversidade – como a extensão de benefícios a parceiros –, pesquisas são ambíguas em apontar o impacto de ser honesto em relação à orientação sexual nas pretensões profissionais.

Um levantamento do site de vagas Trabalhando.com, feito com 400 profissionais brasileiros da área de recursos humanos, mostra que 38% dizem que a empresa em que trabalham têm restrições veladas na hora de contratar um homossexual. Apenas 3% afirmam que a orientação sexual não provoca nenhum tipo de problema no trabalho.

Outra pesquisa, do Ibope, também revela que o tema ainda é tabu para muitos brasileiros. Realizado nas cinco regiões do país, o estudo aponta que 24% dos entrevistados se afastariam do melhor amigo caso ele se revelasse homossexual. A mesma pesquisa diz que 39% dos brasileiros são parcialmente a favor, parcialmente contra ou totalmente contra homossexuais atuando como policiais. Outros 59% são totalmente a favor e 2% não souberam responder. Os números são semelhantes para médicos que atuam na saúde pública e professores do ensino fundamental.

Nos EUA, por outro lado, um estudo do Center for Work-Life Policy, instituição que estuda a diversidade no mercado de trabalho, afirma que sair do armário pode ser mais benéfico do que prejudicial à carreira. O estudo identifica dois motivos para o resultado. Um argumenta que esconder a sexualidade cria um forte conflito emocional, o que prejudica o desempenho dos profissionais gays e lésbicas no trabalho. Consequentemente, eles têm menor chance de ser promovidos. O outro está relacionado à falta de familiaridade dos gestores com os trabalhadores que não saem do armário. Para preservar a sexualidade, eles evitam interações sociais e não conseguem criar o engajamento necessário para ser lembrados na hora da promoção.

O consultor de empresas e psicólogo comportamental Carlos Esteves diz que o profissional precisa avaliar o comportamento da organização para a qual trabalha antes de tomar a decisão. “É possível ver qual é o grau de tolerância da empresa com temas controversos, como a opção religiosa ou a dependência química, para prever as possíveis consequências de tornar pública a orientação sexual”, afirma. Para ele, no entanto, o mais importante é que o profissional deixe claro, através de seu comportamento, que o desempenho dele no trabalho não tem qualquer relação com a sua sexualidade. “Esse tipo de postura contribui cada vez mais para que a sociedade aceite isso como algo natural”, afirma.

Angelo Rosa, gerente de projetos da Dell Brasil e líder do grupo Pride da empresa, voltado para a promoção da tolerância e do respeito à diversidade de orientação sexual dentro da companhia (leia mais nesta página), afirma que sair do armário no trabalho é uma decisão pessoal e, assim como Esteves, também diz que depende muito de cada empresa. “Preconceito existe, então é importante buscar saber quais são os valores da empresa”, diz.

Dell adotou políticas contra o preconceito

Entre 2000 e 2011, o número de empresas que adotaram algum tipo de política ligada à diversidade sexual aumentou de 50% para 85% entre as companhias que constam na lista da Fortune 500, ranking das maiores empresas dos Estados Unidos. Muitas dessas políticas acabam sendo transferidas para as filiais ao redor do mundo, como é o caso da Dell Brasil, que adotou uma série de medidas voltadas para os funcionários homossexuais. Em 2007, a empresa criou o grupo Pride, formado por funcionários para discutir ações de inclusão dos GLBTs (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros) no ambiente corporativo. A fabricante de computadores também estende os benefícios de plano de saúde e odontológico a parceiros dos empregados homossexuais.

De acordo com Paulo Amorim, diretor de recursos humanos da Dell, a iniciativa é uma forma de comunicar aos funcionários, na prática, os valores da empresa. “Uma empresa é formada por pessoas e, portanto, por definição, é um ambiente diverso. O que fizemos foi criar canais para sustentar essa diversidade”, diz. Além do Pride, a empresa também criou grupos para debater o conflito de gerações e a inclusão de mulheres e deficientes. Os participantes se reúnem a cada quinze dias e cada diretor da empresa é responsável por acompanhar um dos grupos. De acordo com o Amorim, o impacto na produtividade do funcionário é direto. “Quando um funcionário sente que pode ser ele mesmo dentro da empresa, com certeza ele trabalha mais motivado. Se ele se sente respeitado e motivado, o bom resultado é uma consequência”, diz (grifos nossos).

23/02/2012

#Carreira Fracassar pode ser um bom caminho para o seu aprendizado

Fonte: Exame.com



Fracassar é primeira lição para aspirantes a líder

Reitor da escola de negócios e empreendedorismo do MIT fala sobre o método de formação de lideranças que a instituição aperfeiçoa há 150 anos

Há cinco anos à frente da Sloan School of Management, unidade do prestigiado Massachusetts Institute of Technology (MIT), o americano David Schmittlein tem uma incumbência nada trivial: preparar líderes empreendedores e inovadores para o século XXI – sejam eles empresários, administradores públicos ou inventores. E Schimittlein tem um método para cumprir sua missão.

O primeiro ponto é oferecer a pós-graduandos de mais de 60 países que estudam na instituição uma convivência intensa com pesquisadores e empresários. "Tudo isso faz com que o embrião de uma futura grande empresa nasça aqui mesmo, dentro do campus", diz. Outro ponto do método é ensinar aos aspirantes que o líder deste século não dá ordens, mas, sim, convence. "O líder agora precisa fazer com que as pessoas entendam o propósito de uma empresa ou de um projeto.

E precisa envolvê-las nisso." Por último, mas não menos importante, o método da escola do MIT prega que fracassar é parte do aprendizado dos que ousam. "Os líderes aprendem mais com os erros do que com os acertos e estão seguros de que, mesmo se falharem, serão valorizados no mercado", afirma o reitor. De olho em parcerias com o Brasil que possibilitem troca de conhecimento, Schmittlein concedeu a seguinte entrevista a VEJA:

Como a MIT Sloan School of Management ensina liderança, empreendedorismo e inovação a seus alunos? Um quesito indispensável para o MIT é a experiência prática, porque o essencial não pode ser ensinado apenas em aulas teóricas. Recebemos empresários em nosso campus, que convivem conosco e com nossos alunos por algum tempo. Também mantemos uma relação próxima com startups (as nascentes empresas de inovação), que transmitem conhecimento a nossos estudantes.

Outro aspecto que classifico como fundamental é a interação entre as diversas escolas do MIT. Estudantes, professores e pesquisadores de todas as partes estão criando empresas a todo momento. Criamos competições dentro do campus para que os alunos apresentem suas criações e existem empresas que oferecem o suporte financeiro para isso. Tudo isso faz com que o embrião de uma futura grande empresa nasça aqui mesmo, dentro do campus.

No Brasil, empreendedorismo, liderança e inovação parecem temas novos à maioria das universidades. Como o senhor vê esse processo nos Estados Unidos? Encorajar o empreendedorismo, a inovação e a liderança fazem parte do MIT desde sua fundação. Há 150 anos fazemos o mesmo trabalho.

Por outro lado, acredito que, em outras universidades dos Estados Unidos e do mundo, cresce a ideia de que as universidades não devem se preocupar apenas com a formação intelectual de seus alunos: elas precisam criar atividades econômicas. Precisam estabelecer uma ponte entre as ideias que nascem dentro do campus e o mundo fora dele. As formas de fazer negócio estão sendo alteradas muito rapidamente e, por isso, a responsabilidade da universidade hoje é muito maior do que antes: ela precisa preparar seus estudantes para esse novo mundo.

Por que empreender, liderar e inovar são três conceitos tão importantes para o século XXI? Eles criam atividades econômicas. O resultado disso são empregos, oportunidades e mobilidade social. Isso significa novas oportunidades para cada vez mais gente. Por isso, acredito que tratar desses assuntos seja tão importante, principalmente no tempo em que vivemos. Atravessamos um momento de crise mundial em que a criação de emprego se faz necessária. E economias emergentes, como o Brasil, precisam de grandes oportunidades e uma intensa atividade econômica para crescer de maneira sustentada.

Quais as condições ideais para encorajar futuros líderes? O primeiro passo é atrair o tipo certo de estudante – aqueles que realmente querem desenvolver algo que já têm dentro de si. Outra coisa importante é desenvolver nessas pessoas a habilidade de lidar com o fracasso. Empreendedores falham a todo o momento. Os líderes aprendem mais com os erros do que com os acertos e estão seguros de que, mesmo se falharem, serão valorizados no mercado. Portanto, é preciso oferecer muitas oportunidades para os estudantes e proporcionar experiências complexas e incomuns para que possam aprender de verdade.

Qual o perfil dos alunos do MIT Sloan? Acho que isso não chega a ser uma surpresa, mas eles são muito inteligentes! Eles têm um histórico acadêmico muito forte e possuem boas notas nos testes de admissão. Mas eles também são pessoas que gostam de se relacionar com os outros, são bons comunicadores e sabem prestar atenção ao que acontece ao seu redor. São pessoas corajosas, dispostas a transformar.

Muitos jovens brasileiros que encabeçam empreendimentos apresentam uma característica em comum: eles buscam negócios que deem lucro e, ao mesmo tempo, resolvam problemas de suas comunidades. É possível aliar rentabilidade e ação social? Sim, é possível aliar as duas coisas. Essa é uma demanda da sociedade. Acho que o ponto crucial é ter um propósito. Grandes empresas e projetos precisam de propósito e paixão. Geralmente, as pessoas jovens conseguem unir essas duas coisas. Quando chegam à universidade ou estão saindo delas, é fundamental que tenham esse senso de urgência. Esse desejo de fazer algo pela comunidade é algo muito respeitado dentro das empresas hoje em dia.

Que diferenças o senhor vê entre os líderes do passado e os de agora? Liderança hoje não significa mais dizer às pessoas o que elas precisam fazer, como acontecia antigamente. O líder agora precisa fazer com que as pessoas entendam o propósito de uma empresa ou de um projeto. E precisa envolvê-las nisso. O líder precisa fazer essas pessoas compreenderem que também são líderes, em alguma medida.

Como o senhor vê o Brasil em termos de empreendedorismo e inovação? O Brasil, como outras economias emergentes, têm feito emergirem importantes empresas, grandes e pequenas. Tenho visto companhias promovendo novas tecnologias, principalmente na área de agricultura. O Brasil tem um grande potencial de inovação e todo o mundo já despertou para isso.

Recentemente, o MIT Sloan anunciou uma parceria com uma escola de negócios da Rússia. O senhor está interessado em parcerias semelhantes com o Brasil? Sim. Estamos interessados em conhecer a dinâmica de economias emergentes. Tenho muitos amigos à frente de diversas instituições de ensino no Brasil. Mas ainda não encontramos um possiblidade de realmente fazer a diferença no Brasil, de aprender e também levar conhecimento.

Foi isso o que nos levou à Rússia: um projeto de mútuo aprendizado. Queremos fazer a diferença nos lugares aonde vamos. Até esse momento, nossas atividades em parceria com o Brasil estão restritas a projetos conjuntos com a mineradora Vale. Ao invés de procurar uma única instituição, acabamos mantendo contato com várias dela por intermédio da Vale. Esse não a maneira ideal de trabalhar intensamente com uma única universidade, mas é uma boa forma de ter contato com diversas instituições.

O senhor trabalhou durante muito tempo na inciativa privada, tendo passagens por importantes multinacionais. Como o senhor vê a interação entre empresa e universidade? O contato com as empresas é necessário quando falamos em financiamento de projetos. O investimento governamental no ensino superior está estagnado na maioria dos países.

Então, precisamos da iniciativa privada para que possamos apostar em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, as empresas têm uma experiência de mundo muito importante para os alunos. Elas estão expostas a diferentes culturas e relações comerciais. Isso é precioso para as escolas de negócios, como a nossa. Mas a universidade também precisa estar atenta porque eventualmente existem empresas que não têm os valores que a universidade busca e não estão interessadas numa relação de troca. É preciso atenção, mas sem dúvida é uma parceria indispensável. Construir um muro ao redor da universidade certamente não é a melhor saída.

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