31/03/2012

Eu/Eu

Já me disseram, eu já me disse, e ainda por cima já disse para muita gente: Você não precisa provar nada para ninguém!

E realmente, com relação à certas coisas, não precisamos provar nada para ninguém, além de nós mesmos. Creio que muita coisa - que já fiz, inclusive - é necessária para provar para a gente mesmo que somos capazes, por exemplo, de cumprir determinadas tarefas, de alcançar certas coisas, mesmo quando a maioria das pessoas diz o contrário.

Porém, em nossas carreiras profissionais a coisa muda um pouco de figura. Sempre precisamos 'provar' para alguém, seja por meio de alcance de resultados, metas, objetivos da empresa, ou outras situações, que somos capazes sim de permanecer naquela posição, ou, ainda, de atuar em posição superior. E isso é mais que justo. Prove ser competente no que faz e alcance bons resultados profissionais.

Mas aí vem a questão: Nas nossas 'vidas pessoais' muitas vezes dizemos que não precisamos provar nada para ninguém. Por outro lado, em nossa 'vida profissional' estamos sempre em busca dessa afirmação, ou comprovação. E conseguimos, de fato, separar essas duas vidas? É possível sair de casa e guardar meu 'eu pessoal' numa gaveta, assumindo meu 'eu profissional'??

Alguns podem dizer que sim. Outros que não. Alguns ameaçam um talvez. Pelo sim e pelo não eu voto no Não. Não creio que seja possível distinguir quem somos de forma tão diferente. Uma coisa é atuar imparcialmente em nossas vidas profissionais, não deixando nossos estímulos pessoais tomando conta da situação. Mas isso é racionalidade, o que considero mais que justo em ambiente profissional. E acredito ainda que quem somos pessoalmente é mais que parte de quem somos profissionalmente. Creio que é justamente o que nos leva a ser os profissionais que somos. Então não é tarefa fácil dividir quem somos em dois - ou mais - para poder viver. É, ao meu ver, mais que necessário aprender  a conhecer cada um dos vários que somos para que não seja necessário se despir de quem nossa personalidade quer ser para atender o que a sociedade, ou as empresas, quer que sejamos.

Todos somos muitos, mas somos todos um só.

28/03/2012

A Hipocrisia no Altar

Em tempos de pastores chorando na televisão porque não tem dinheiro para fazer as obras da igreja; igrejas comprando fazendas multimilionárias mas que não custaram um centavo dos fiéis; pastores se acusando na internet e na televisão; pastores clamando por 'justiça' e pela aprovação das terapias psicológico-cristãs; pessoas acompanhando silenciosamente (só que não) os mandos e desmandos de pastores e igrejas que recebem a palavra diretamente de 'deus'; padres sendo condenados por pedofilia/estupros/abusos; e tantas outras atrocidades; quem deveria estar no altar não são os santos católicos, Jesus Cristo ou a personificação do Espírito Santo...

Quem deveria estar no altar é a HIPOCRISIA. Linda e loura cercada por anjinhos de porcelana todos trabalhados nos detalhes em ouro.

E se a hipocrisia pudesse ser personificada ?? Hum, deixa-me ver com quem ela se pareceria... To pensando... pensando... Enfim, é muita gente que está concorrendo ao posto de 'molde para a personificação da hipocrisia'. É gente que aparece na televisão falando que veio à terra em nome de deus, que só quer ajudar os pobres e necessitados e que em troca aceita 'doações' com valores $imbólico$ ... É gente que pede 'paz na terra aos homens de boa vontade', mas que acoberta dezenas (ou quem sabe, centenas) de crimes contra a humanidade cometidos por 'homens de deus'; É gente que convence multidões a acreditarem que homossexualismo é doença e merece ser tratada por terapias cristãs; É gente que pensa pelos necessitados que muitas vezes nem sabem que podiam pensar e assim assumem as maravilhosas (só que ao contrário) ideias cristãs... É tanta gente... tanta alegria. 

Bom, estou vendo que personificar a hipocrisia se torna uma tarefa bastante difícil... Então a gente pode escrever em letras cursivas HIPOCRISIA em uma placa bem bonita e colocar no altar, se ajoelhar diante dela e pedir a deus que nos conceda todas as bençãos do mundo. Aí quando nos levantarmos podemos tirar a máscara da pureza e sair às ruas criticando quem não se ajoelha perante a Hipocrisia. Podemos criticar também quem se ajoelha perante os Orixás; aos santos católicos; as plantas; a lua (meu deus, bru-xa-ri-a)... Podemos usar quantas máscaras quisermos durante o dia, pois ao final deste nos vestimos da pureza e ajoelhamo-nos novamente frente ao nosso altar, pedimos perdão - e somos perdoados - e dormimos tranquilos sabendo que ao final do mês apenas 10% (talvez também algumas doações) do que ganhamos será revertido em benefícios para 'nossa comunidade' e para a compra de espaços na televisão... Coisa pouca. Quem sabe consigamos comprar até um canal de tv só para nós ?? Eeeeeee (o_0) que maravilha !

Pois bem. Que mais posso eu dizer ?? Que não tenho religião ?? Pode ser. Eu (creio que) não tenho religião. E mesmo não tendo religião acredito em Deus, assim como acredito na natureza, nas energias do universo, nos santos e nos orixás, na união das pessoas, nos mistérios da vida e da morte. Apenas me recuso a seguir quem quer que seja em nome de um deus que é intolerante, que castiga, que maltrata, quem envia para o inferno quem não seguir o que está escrito no 'livro sagrado'. Apenas me recuso a ser um soldado que se limita a dizer 'sim senhor' e cumprir ordens. Apenas me recuso a compactuar com isso. 

Permaneço respeitando quem acredita, desde que me trate com o mesmo respeito. Só penso firmemente que não há necessidade de seguir uma religião para presenciar tanta asneira como anda acontecendo por aí. Fico eu aqui com a minha religiosidade, acreditando no que creio ser o certo para mim e esperando com muita fé que nem todas as religiões sejam assim. E tenho que dizer que algumas que conheço não o são. E mais, a bem da verdade religião nenhuma é hipócrita. Hipócritas são os homens. E já disse Jesus:  "E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos" (Mateus 24:11). 

 Mas certos trechos da bíblia são tão negligenciados quanto muitas políticas públicas, então é de se esperar que o outro seja sempre o falso profeta, 'eu' sou a verdade²

Reflexão meus caros, Reflexão. Nada mais que isso. Refletir sobre o que é certo para você, mas também sobre o que é certo para mim e o que é certo para cada pessoa com quem convivamos. Reflexão, algo que não se ensina muito na(s) igreja(s) mas que poderia - creio eu - fazer um grande estrago na 'carteira de fiéis' de muitas delas.



21/03/2012

Mentirinhas Brancas - Quem nunca ?

Pois bem, diante da seguinte afirmação o que você me diz ?

"A mentira é o óleo que lubrifica nossos contatos com as outras pessoas e nos permite manter relações sociais amistosas" (PEASE e PEASE, 2005, p. 86).

Eu acredito que essa seja uma grande verdade. Vejo muitas vezes que não perguntamos algo para alguém com medo da resposta... Ou perguntamos para algum(a) amigo(a) para que a resposta venha com menos impacto. Enfim, nem sempre queremos a verdade por completo. O que não é de todo correto e mais adequado, mas é o que nos mantém seguros - mesmo que isso seja mentira.

Então, lendo essa frase eu penso: Gente, realmente se disséssemos a verdade sobre tudo o que pensamos ou estaríamos sozinhos em determinadas situações ou em sérios problemas... 

Mas, segundo os autores acima citados, as mentirinhas aceitáveis são apenas as 'mentiras brancas' (quase como aquela estória da 'invejinha boa' ??), que tem por finalidade fazer o outro se sentir bem ao invés de receber a verdade nua e crua - e até dolorosa as vezes. Agora, 'mentiras maldosas', aquelas que tem por finalidade enganar alguém deliberadamente para benefícios próprios não são aceitáveis em quaisquer situações.

E vocês, o que acham ?

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Dica de Leitura: 

PEASE, Allan; PEASE, Barbara. Desvendando os Segredos da Linguagem Corporal.  Rio de Janeiro: Sextante, 2005.

11/03/2012

Em busca do justo equilíbrio entre economia e natureza


Entrevista com Paulo Adario, ambientalista reconhecido pela ONU

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O ambientalista Paulo Adario nunca para. Mal retornou de Nova York e já foi a campo, no meio da Floresta Amazônica. Nos Estados Unidos, o ambientalista ganhou o prêmio de Herói da Floresta na América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas (ONU). O prêmio inédito também foi concedido a outras quatro pessoas de diferentes continentes pelos seus trabalhos em defesa das florestas.

Adario é o diretor da Campanha Amazônia do Greenpeace no Brasil, além de ter sido um dos fundadores da ONG no país. Em 20 anos de profissão, Adario já arranjou briga com diversos madeireiros e também já se prendeu a árvores para impedir que fossem derrubadas.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Adario falou sobre a relação entre a preservação e a agricultura e questões como a certificação florestal e a construção de grandes hidrelétricas.

Entrevista:

A ONU premiar pessoas por serem defensoras da floresta mostra que há uma preocupação mundial crescente em mantê-la viva?
A leitura é exatamente essa. A preocupação com as florestas em geral, especialmente as tropicais, não é nova. Mas a crise climática aumentou essa preocupação. A relação homem e floresta existe há milhares de anos e sempre foi conturbada. O homem sempre utilizou os produtos florestais para construir abrigos ou para energia. E, quando ele vira agricultor, também começa a derrubar a floresta para a agricultura. As florestas da América do Sul, em especial a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica, são as que estão desaparecendo pela primeira vez na frente dos nossos olhos. A preocupação do mundo com o desaparecimento das matas aumenta com a preocupação ambiental dos habitantes e com a noção de que a mudança climática ameaça nosso futuro. O prêmio da ONU nasce de uma certeza de que as florestas precisam de defensores. Quando me dá um prêmio como esse, a ONU confessa que as florestas continuam em risco, precisam de defensores e coletivamente estamos falhando na defesa delas.

O que pode ser feito para conter o avanço do desmatamento na Amazônia?
É preciso diminuir o desmatamento não só na Amazônia, mas no mundo todo. Mas uma questão central que marca o desmatamento das florestas tropicais é o padrão global de consumo. No Brasil, você tem um fenômeno importante, que é componente fundamental do desmatamento da Amazônia brasileira: o avanço das fronteiras agrícolas, tanto da agricultura em geral quanto da pecuária. O desmatamento diminuiu recentemente, de 27,5 mil km² em 2005 para 6,4 mil km² no ano passado. O que é uma queda bastante espetacular, mas ao mesmo tempo ainda é muita floresta. Essa queda não só contribui para emissões e tem peso grande no Brasil.
Um motivo é que as riquezas da agricultura são regadas pelas chuvas da Amazônia. Então preservar não é só uma questão ética importante, mas também essencial economicamente.

A construção de grandes hidrelétricas também tem sido discutida, especialmente pelo caso de Belo Monte. O que isso impacta nas florestas?
A economia e a questão ambiental são interdependentes. O grande potencial para hidrelétricas está no Norte do Brasil. O uso desse potencial hidráulico pode ter impacto sério no crescimento do desmatamento. Encontrar o justo equilíbrio entre a economia e o meio ambiente é a questão. A gente não é contra as hidrelétricas, mas acredita que a escala delas é que é o problema. Hidrelétricas de baixa queda são as melhores alternativas para um país como o Brasil, junto com o investimento em fontes de energia renovável. É preciso também a redução de consumo e desperdício e melhoria da capacidade de geração de energia das hidrelétricas de hoje. Muitas estão ultrapassadas do ponto de vista tecnológico. Só com a mudança de equipamento aumenta o potencial de produção de energia e diminui o desperdício, sem precisar barrar novos rios.

Há também dúvidas sobre o sistema de certificação florestal. Ele realmente ajuda a diminuir o desmatamento? Há fraudes?
Como ideia, ela é ótima. Você tem um sistema em que entidades independentes e neutras atestam a origem e a qualidade ambiental, social e econômica de um produto. Os selos funcionam como garantia para o consumidor de que a produção não envolveu trabalho escravo ou desmatamento. A questão central é confiar no selo. Se ele deixar dúvidas, o consumidor vai deixar de comprar. O selo precisa ter grande credibilidade e precisa envolver diferentes atores que se neutralizem. Quanto mais a população tiver consciência da importância da sua opção de compra incluir a questão ambiental, mais as empresas vão se mover na direção correta. Mas, ao mesmo tempo, não adianta o consumidor chegar com a intenção de comprar com o selo e não encontrar nenhuma opção.

Você defende a possibilidade do desmatamento zero. Ele é possível em um Brasil tão dependente da agricultura?
É possível sim. Se você pensar na área da pecuária, são 220 milhões de hectares ocupados por ela e a média é de uma cabeça de boi por hectare. Na Europa, se tem de cinco a oito cabeças. E, desses, 70 milhões de hectares são de alto potencial agrícola e que hoje têm essa pequena quantidade de gado. Basta você investir na transformação desses solos para produção de grão e mais do que dobra a produção brasileira de alimentos sem diminuir a produção de carne. Essa é uma maneira de resolver e não precisar mais derrubar nenhuma árvore para aumentar exportações e manter a saúde do agronegócio. O próprio setor diz que com o Código Florestal não pretende mais desmatar que não é necessário. Aí eles dizem duas mentiras, mas uma verdade. Não é preciso mais desmatar, mas eles querem, sim, continuar o desmatamento e o Código possibilita isso pela anistia concedida a quem desmatou.

O que você espera da Rio +20?
Eu participei da Rio 92 e já naquela época eu vi que o governo sabia o que precisa ser feito, mas não o faz por falta de vontade política e pragmatismo geopolítico. Todo mundo está na mesma canoa e acaba discutindo quem fez o buraco antes. É um jogo de empurra-empurra. Várias outras conversas como essa falharam nos últimos anos e a Rio +20, do jeito que está, não dá esperança de ter um bom resultado.

07/03/2012

#PapoFAE O Futuro da Publicidade na Era das Redes Sociais

Batizado de 'Bate Papo com os Caras', o evento que ocorreu na noite desta terça-feira (06) no anfiteatro da FAE, contou com a presença de André Telles [@andretelles] (professor, autor dos livros Orkut.com; Geração Digital; e A Revolução das Mídias Digitais; além de CEO da Agência Mentes Digitais) e Joaquim Presas [@joaquinpresas] (designer, professor e proprietário da Agência PontoDesign) falando para acadêmicos da FAE, profissionais da área e membros da comunidade sobre questões referentes às midias digitais, a popularização das redes sociais e os impactos desses movimentos para as atividades comerciais e de publicidade.

Em um clima descontraído (um bate-papo), os convidados - mediados pelo professor Edi Silva [@edimort] - abordaram os temas propostos apresentando suas experiências e respondendo as dúvidas dos participantes, que também interagiram por meio do twitter. Respondendo as curiosidades dos participantes quanto ao declínio de utilização do orkut no Brasil, da ascensão do facebook, do crescente número de propagandas nas redes sociais, além do surgimento de novas redes e aplicativos, os participantes receberam uma enorme quantidade de informações e dicas sobre o ambiente virtual.

Segundo André Telles, a dinâmica do mercado tem feito com que muitas empresas comecem a olhar para as mídias digitais e, em especial, para as redes sociais buscando alcançar seus públicos por meio destes canais de comunicação. Segundo o palestrante, porém, nem todas as empresas possuem condições de implantar juntamente aos setores de marketing unidades de trabalho dedicadas à gestão de redes sociais e mídias digitais, de forma que recorrem às agências de comunicação especializadas na área.

Joaquim Presas apontou as questões referentes à comunicação, que permanece a mesma (com emissor, mensagem e receptor) porém em uma nova roupagem. Assim, é necessária uma adequação das empresas para conseguir transmitir a mensagem correta por meio da mídia correta para o público alvo. Para o palestrante, o bom senso ainda é o que prevalece nas redes sociais, tendo em vista o fato de que nem sempre é possível controlar os efeitos - e principalmente comentários - das ações dos usuários em rede. Presas ainda apontou que as redes sociais são exatamente isso: redes sociais. São uma forma de transferir para o ambiente digital os relacionamentos que ocorrem no ambiente físico.
Fonte da Imagem: Info Abril.

O consenso entre os convidados é a questão de que alguns conceitos antigos nunca mudam, como conhecer o cliente, conhecer a empresa, saber o que ela pode oferecer, onde o cliente está, o que ele quer/espera da empresa, entre outras questões carimbadas das áreas tradicionais de marketing e planejamento estratégico. Depois de ter as informações necessárias sobre os públicos-alvo, a escolha das redes sociais como ferramenta de comunicação deve ocorrer com o mesmo cuidado que se tem na hora de optar pelas ferramentas tradicionais de comunicação. Os convidados apontam a questão da integração entre contas e redes sociais, enfatizando a presença de perfis de usuários diferentes em cada rede (Ex: facebook, twitter, pinterest, etc.), de forma que este cuidado também deve ser dedicado, escolhendo a mensagem e a forma como será apresentada de acordo com a rede social e o público que está atingindo.

Questões como a utilização das redes sociais para atividades de política também foram abordadas, sendo discutido - brevemente - o 'Case Obama' [clique aqui para saber mais sobre o caso Obama], quando o atual presidente dos EUA conseguiu, com auxílio de sua equipe, utilizar as redes sociais e arrecadar fundos para sua campanha presidencial. O resultado foi excelente, e o caso se tornou conhecido em todo o mundo. Já com relação ao Brasil, não se percebe uma utilização tão adequada das redes sociais por parte dos políticos e suas equipes. Alguns utilizam-se apenas para pequenos pronunciamentos e divulgação de agenda, outros (poucos) utilizam com um pouco mais de planejamento, muitos, porém, não utilizam ou deixam suas contas desativadas, minimizando as possibilidades que poderiam ter com uma utilização efetiva das redes.

Os convidados ainda entram em consenso quando apontam que, em alguns anos, dificilmente uma empresa não terá também um perfil digital. Neste contexto, conhecer as mídias digitais, as redes sociais e ferramentas de comunicação on-line não são mais questões de curiosidade. São questões fundamentais para a sobrevivência das empresas futuras.

Desta forma, o evento foi uma oportunidade para os acadêmicos e profissionais da área perceberem que atentar-se para o 'poder' das mídias sociais é uma opção extremamente válida nos dias de hoje, tanto para quem pretende trabalhar na área para quem pretende manter uma comunicação direta com seu público por meio do ambiente digital. 

Salientando o fato de que conhecer as formas tradicionais de comunicação, marketing, publicidade, planejamento, relações públicas, dentre outras atividades, é fundamental para ingressar 'na rede', pois as formas de comunicação estão mudando, mas questões fundamentais para os clientes permanecem as mesmas, como bom atendimento, qualidade em produtos e serviços, agilidade na resposta, dentre outros anseios. 
Participantes do Evento lotaram o Anfiteatro da FAE.

Isso serve de conselho para quem pensa que gerenciar redes sociais e mídias digitais é tarefa para qualquer usuário de twitter ou facebook. É necessária uma preparação específica, que trabalhe tanto com abordagens tradicionais de comunicação como com novas abordagens enfocando o ambiente virtual. Isso pode ser encontrado em cursos, programas de pós-graduação e a própria experiência prática de atuação em redes sociais e mídias digitais.

Como tudo na vida, é uma questão de dedicação. Estudar, inclusive pelas redes sociais, atentar-se para o ambiente à sua volta e tentar compreender as dinâmicas de relacionamento, são questões a serem percebidas com mais atenção por parte de quem pretende se manter neste ambiente cada vez mais popularizado que é o ambiente digital.





04/03/2012

#Música Video Games e Born to Die - Lana Del Rey

Tanto falaram ao final de 2011 sobre o surgimento da cantora Lana Del Rey que em todos os sites só dava ela... O início de 2012 não foi diferente, tanto que não há mais muito o que se falar sobre ela... O CD "Born to Die" vinha prometendo, e para mim está muito bom.

Desde que ouvi 'Born to Die' me apaixonei pela voz da cantora, que é uma voz marcante, doce, melancólica, triste, introspectiva. Enfim, é a voz dela.

Em sua defesa só posso dizer que os que dizem que ela é muito parada, que não tem expressão, que não tem atitude e tudo o mais que se fala tanto sobre Lana, deveriam ir ouvir outra coisa... Corram ouvir Lady Gaga (que eu adoro, rsrs), Rihanna, ou 'another thousands of pop singers'; quem quer ouvir Pop Rock corre ouvir P!nk (adoro tbm) ou se preferem Rock ouçam Rock. Eu ouço Lana del Rey porque as vezes gosto muito de um sonzinho parado, melancólico, reflexivo. E isso se pode encontrar nas letras e melodias de suas músicas. As letras são inteligentes, os acordes são doces e se você estiver afim de curtir ou um momento à dois ou um momento à sós, super recomendo.

Abaixo uma performance ao vivo de Video Games e o clipe de Born to Die







ps: o vídeo de Born to Die é perfeito... Muito bem dirigido e a fotografia ficou ótima. A música por si só já é um ótimo trabalho, complementada por um clipe com essa qualidade então só pode ficar melhor. Enfim, essas são pra curtir.

#Filmes Obrigado por Fumar (Thank You for Smoking) - 2005

Acabo de assistir 'Obrigado por Fumar' (título original: Thank You for Smoking) e fiquei encantado a história. 

Um filme muito inteligente, bem escrito, bem dirigido e em algumas partes até bem fotografado... Mas tirando a parte técnica de lado (até porque não sou cineasta nem expert no assunto pra falar muito, né!?), o filme é excelente.

Lançado em 2005 sob a direção de Jaison Reitman (mesmo diretor de Juno), o filme mostra a história de Nick Naylor (Aaron Eckhart), um lobista que é o principal porta-voz das grandes empresas de cigarro dos EUA. Naylor busca apresentar à mídia e à população uma visão minimizadora dos danos à saúde e dos riscos que os cidadãos correm ao consumir o tabaco. A trama mostra vigilantes da saúde e uma população exigindo mais atenção à este critério, e ainda órgãos regulamentadores tentando inserir um adesivo às embalagens de cigarro comercializadas nos EUA com a marca de 'produto venenoso'. Neste contexto, Nick Naylor tem sua vida virada de cabeça para baixo para tentar manter a sua profissão e ainda mostrar/ensinar ao seu filho boas lições para que, quando adulto, possa tomar suas próprias decisões com base em dados concretos... 


Um fator que me chamou muita atenção na trama foi a habilidade de comunicação exibida por Naylor, que conseguia, nas mais adversas situações, virar o jogo e mostrar 'muitas verdades' que não condiziam com 'toda a verdade', mas que não poderia ser consideradas mentira... Enfim, uma ótima trama para assistir, prestar atenção e tomar nota, pois as habilidades comunicacionais e de relacionamento são fundamentais em quaisquer carreiras, e no filme essas habilidades são muito bem exploradas.

Super Indico.


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