25/08/2012

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite...




Mesmo um sábado a noite é 'dia' [entenda-se horário] de reflexões. Espera-se, na maioria das vezes, sair, descontar os estresses da semana, curtir a vida, entre outras coisas, para uma noite de sábado. Mas será que isso tudo é necessário?? Bom, pode ser que seja, pelo menos para alguém isso deve ser... Não digo que para mim não seja, porque as vezes [embora muito que raramente] também é. Mas hoje está sendo um dia atípico. Deixei de lado as necessidades sociais [não sei se inconscientemente, conscientemente, propositalmente e etecetera e tal] e me coloquei em um estado de reflexão. 

Reflexão sobre a vida, sobre o mundo, sobre Deus. Reflexões sobre o homem... Sobre o amor', sobre as coisas e seus significados. 

Perguntas e mais perguntas, respostas e mais respostas, e dúvidas e mais dúvidas. 

Fico pensando [antes, durante e depois das reflexões] se tudo o que fazemos, que almejamos, que acreditamos é real. Real creio que deva ser... Verdadeiro também, pois a partir do momento que acredito em algo - pelo menos para mim - isso se torna verdade. Se é verdade é real, mesmo que imaterialmente.

Penso que se existem desejos eles vem de algum lugar. E que lugar é esse?? Seria isso um desejo proveniente de uma necessidade 'real', ou seria a construção de uma 'necessidade' forte a ponto de se tornar mais forte tomando a forma de um desejo... Aí caio alí nos questionamentos sobre o Ego, esse estranho conhecido nosso, misterioso e sedutor, que nos coloca ideias na cabeça, sentimentos no coração [mas o coração de fato sente??] e dúvidas por todos os lados.

Viajo em meio aos meus próprios questionamentos me perguntando qual a necessidade de correr atrás de algo que aparentemente eu não preciso para viver, me colocando cada vez mais questões que ficam sem resposta e que abrem novas janelas, mostrando novos prismas sobre tudo e sobre todos. Viajo na velocidade da luz, vendo imagens se desfigurando ao meu lado ao mesmo tempo em que outras tomam as mais variadas formas. Acabo estacionando por frações de minuto em um pensamento ou outro... Volto ao Ego. Saio deste e vou à Deus, que me diz para ser forte e acreditar no homem. Vou para o homem, encaro seus defeitos, devaneios, loucuras [o que é a loucura??] e amores, aí percebo que o homem [uma das maiores invenções de Deus] não é tudo aquilo que deveria/poderia [entenda como quiser...] ser. Me decepciono. Caio, levanto, olho onde me machuquei... Sinto dor.

[Por que tenho que sentir dor? Por que tenho que sentir medo?? Por que tenho que ter sentimentos???] 

Sigo em frente rumo ao pensamento, que foge de mim deixando para trás migalhas de seu 'ser', me fazendo juntar esses tais pedaços, que aos poucos [colocados lado a lado] se parecem comigo... Se parecem com meus pais, meus irmãos, meus amigos... Se parecem com você!!! Sigo em frente em busca da verdade [mas se para mim algo é verdade a partir do momento que acredito, para você pode não ser porque você - talvez - não acredita no mesmo que eu]. Não consigo encontrá-la. Sinto-me frustrado... Volto a olhar para os pequenos pedacinhos que tentei juntar, mas o vento os soprou para longe. Eles se foram e a imagem que se formava perdeu-se no ar. Como poderia eu pegá-la no ar??

Reflito sobre isso mais um pouco. Reflito sobre meu 'sábado a noite'. É noite, é sábado... É tempo [hora] de pensar, tentar entender o que talvez não tenha explicação. É hora de deixar fluir, como o vento que se espreme e passa pelas pequenas frestas da janela do meu quarto, me mostrando que é possível transpor barreiras. É hora de enxergar as barreiras e se tornar ar. É hora de deixar os pensamentos fluírem até outros pontos nevrálgicos da mente, da alma, do corpo, do homem. É tempo de ter tempo...

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