19/06/2013

Pesquisadores da UFPR analisam as passeatas que têm levado multidões às ruas em todo País

Fonte: UFPR

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Esta semana, cerca de dez mil pessoas foram às ruas de Curitiba pedir por uma país melhor. A manifestação, pacífica em sua maioria, reuniu jovens, adultos de todas as idades e crianças tendo o Prédio Histórico da UFPR como palco de mais um momento histórico do Brasil. Professores da Universidade fazem uma análise dos protestos que tomaram as ruas.
A falta de uma pauta de reivindicações fixa e específica, para as manifestações que vêm ocorrendo em diversas cidades do Brasil, nesses últimos dias, não garantem às passeatas um caráter de pouca credibilidade, segundo Emerson Cervi, cientista político da UFPR. O professor explica, começaram em São Paulo e Rio de Janeiro e se espalharam por todo País, são consequências de um conjunto de manifestações de massa que não têm uma organização centralizada. “É a prova de que a população tem a capacidade de se mobilizar sem a necessidade de alguma instituição centralizando a organização do manifesto. As passeatas surgem de uma indignação generalizada”, comenta.

Entretanto, os efeitos ou mudanças que os protestos acarretarem ainda estão longe de ficarem visíveis. “Nem sequer sabemos se haverá alguma mudança significativa. Quando a euforia passar e nós racionalizarmos o que está sendo reclamado, vamos ver que algumas reivindicações não se sustentam”, alerta o professor Emerson, citando o caso dos gastos com a Copa do Mundo do ano que vem. Afirma também, que o valor gasto na Copa é menor que o valor destinado para saúde e educação e que após o evento acabam-se os gastos e fica a infraestrutura. (...)



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