23/01/2014

Carrie

Não fosse pela Julianne Moore, o filme não teria um mínimo de graça (seu personagem apresenta um pouco mais de perigo, ódio... isso ficou bem interessante)...
 
 
Acabei de assistir  'Carrie' (2013) e tamanho foi meu descontentamento que só assisti até o final pra poder comentar depois...
 
Bom, pra quem viu a primeira versão (1976) e a segunda (2002) (várias vezes) e se impressionou com as expressões da Carrie 1 (Sissy Spacek) e da Carrie 2 (Angela Bettis), a atuação da jovem Chloë Grace Moretz deixou a desejar. Além do mais, a adaptação recente trouxe novos elementos, o que não poderia ser diferente, adaptados ao mundo atual, como os celulares, vídeos no youtube e um bullying mais agressivo, o que ficou atrativo, trazendo novamente a tona os questionamentos referentes às consequências da violência (física, verbal ou psicológica) contra o outro, principalmente no ambiente escolar.
Old Carrie  [1976] Versus New Carrie [2013] (Sissy e Chloë).
 
Com relação aos personagens da versão atual, não consigo me conformar com a diferença na atuação e comportamento dos mesmos. Uma que me deixou muito triste foi a professora Desjardin, interpretada pela Judy Greer, que na primeira e segunda versões tinha uma vivacidade e ferocidade que deixaram a sua personagem muito mais interessante. Já nessa versão, a indolência e pouca ação da professora deixou o personagem sem graça (quase com motivos pra Carrie matar ela também - o que não aconteceu).
 
Nas cenas principais, as clássicas do baile logo após o sangue de porco, a primeira versão mostrava uma Carrie assustada, com ódio e medo, assim como a segunda versão, causando sem grandes gestos toda a destruição no baile e deixando tantas vítimas. Já nessa versão, a Carrie pode ser vista como alguém que queria ver sangue e mortes e fazendo um sem número de gestos apontando pra onde as coisas deveria ir e quem deveria morrer e como... A segunda versão me deixou impressionado pelas expressões maravilhosas da Angela Bettis, que naturalmente tem uma expressão mais diferente do que somos acostumados a ver, e na pele da Carrie ela mostrou tudo o que se esperada da personagem.
 
Nesta última versão, o final trágico de sua mãe foi até interessante. Mas não mostrou todo o sofrimento que eu vi na segunda versão. Sem falar que o fim da  New Carrie também não me foi de muito agrado. 
Angela Bettis em cena de Carrie - 2002.
 
Enfim, com um excesso de efeitos especiais, o filme mostrou uma nova cara da Carrie (the Freak), sem, no entanto, alcançar o efeito nos telespectadores que as versões anteriores mostraram apenas com boa interpretação da jovem Carrieta White.

... na minha humilde opinião...

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