16/01/2019

Perfil da Educação Superior Superior no Brasil

A realidade sobre as Instituições de Ensino Superior (IES) no Brasil vem mudando nos últimos anos. E estas mudanças acompanham, em grande parte, as mudanças da sociedade de um modo geral.
As IES surgiram no país - por volta do período de 1808 a 1827 - com uma proposta de atender às elites da época. No entanto, após décadas de adequações em suas estruturas, com o surgimento das universidades e com a ampliação dos cursos de graduação e pós-graduação ofertados pelas IES brasileiras, o acesso ao ensino superior foi facilitado e atualmente a forma de estudar também tem sido modificada.
Há alguns anos, a ideia de fazer uma faculdade estava estritamente atrelada ao ensino presencial e ao cumprimento de uma carga-horária semanal dentro das salas de aula. Esta realidade ainda é presente e muito forte dentro das IES, mas a Educação a Distância (EaD) vem conquistando espaço e ampliando cada vez mais o número de matrículas e o número de cursos ofertados.

De acordo com dados do Censo da Educação Superior (publicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP), no ano de 2017 foram realizadas 8.286.663 de matrículas em cursos superiores. Destas, cerca de 1,8 milhão de matrículas foram realizadas por estudantes ingressaram em cursos na modalidade EaD, equivalendo a aproximadamente 21% do total de estudantes de cursos superiores do país, o que significa que 1 em cada 5 estudantes de graduação no Brasil estuda à distância.
Em comparação com o ano de 2016, o crescimento foi de cerca de 17% nas matrículas para a EaD, em contraposição do número de matrículas nos cursos presenciais, que teve uma leve queda de 0,4%. 

Estes números, que podem ser conferidos nas publicações do INEP neste link, indicam uma mudança no perfil da educação superior no Brasil, que passa a abranger cada vez mais um público que antes não tinha acesso ao ensino superior, seja por questões financeiras ou por falta de tempo, e que agora consegue concluir uma graduação e ampliar sua formação e suas possibilidades de emprego. Ainda, mostram que os números de cursos de graduação aumentaram significativamente, proporcionando novas oportunidades de formação. Outro dado relevante deste censo é com relação ao sexo dos estudantes. Em 2017, 4.719.482 matrículas foram realizadas por mulheres, enquanto 3.567.181 matrículas foram realizadas por homens, o que mostra que aproximadamente 57% da população de estudantes do ensino superior brasileiro é formada por mulheres.

Os cursos a distância geralmente são mais baratos que os cursos presenciais e possuem as mesmas características: carga horária compatível, disciplinas obrigatórias ao currículo do respectivo curso (em atendimento às Diretrizes Curriculares Nacionais - DCN - para os cursos de graduação ou aos dispostos no Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia - CNCST), atividades práticas, trabalhos de conclusão de curso (quando for o caso e em atendimento às DCNs e ao CNCST), atividades avaliativas e diploma. O diploma dos cursos a distância possui a mesma validade dos cursos presenciais e no seu texto não aparece a informação da modalidade do curso (EaD ou Presencial).

Neste sentido, em tempos de acesso facilitado à internet e otimização do tempo, um curso a distância pode ser uma boa oportunidade para aqueles e aquelas que pretendem cursar um curso superior, mas não possuem a disponibilidade de dedicar cinco dias da semana para os estudos presenciais. Isso não significa, no entanto, que fazer um curso a distância dispensa dedicação e tempo. Pelo contrário: estudar em casa requer muito mais disciplina, organização do tempo e dedicação, mas com a vantagem de que o tempo para os estudos será organizado pelo próprio aluno.

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O Censo da Educação Superior do ano de 2018 tem data prevista para divulgação de suas informações no dia 19/09/2019, conforme Portaria 945 de 26 de Outubro de 2018, disponível aqui.

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